
As contas do setor público consolidado fecharam 2025 com déficit primário de R$ 55 bilhões, equivalente a 0,43% do Produto Interno Bruto (PIB), informou o Banco Central nesta sexta-feira (30). O resultado representa uma piora em relação a 2024, quando o rombo foi de R$ 47,55 bilhões, ou 0,4% do PIB.
O déficit primário ocorre quando as receitas com impostos ficam abaixo das despesas, sem considerar os juros da dívida pública. O cálculo engloba as contas do governo federal, estados, municípios e empresas estatais. Na comparação histórica, o resultado de 2025 representa o pior patamar desde 2023, quando o déficit chegou a 2,29% do PIB.
Resultado por ente federativo em 2025
Governo federal: déficit de R$ 58,68 bilhões;
Estados e municípios: superávit de R$ 9,53 bilhões;
Empresas estatais: déficit de R$ 5,87 bilhões.
Somente em dezembro, o setor público registrou superávit de R$ 6,25 bilhões, abaixo do saldo positivo de R$ 15,74 bilhões observado no mesmo mês de 2024.
Déficit após juros da dívida
Quando são incluídas as despesas com juros — no chamado resultado nominal, utilizado em comparações internacionais — o déficit das contas públicas alcançou R$ 1,06 trilhão em 2025, o equivalente a 8,34% do PIB. Em 2024, o déficit nominal havia sido de R$ 998 bilhões, ou 8,47% do PIB.
Esse indicador é acompanhado de perto pelas agências de classificação de risco, por influenciar a nota de crédito do país e a percepção de investidores. De acordo com o Banco Central, as despesas com juros nominais somaram R$ 1 trilhão em 2025, o equivalente a 7,91% do PIB. No ano anterior, os gastos chegaram a R$ 950 bilhões (8,1% do PIB).



