Panorama

Polícia espanhola apreende quase 10 toneladas de cocaína em navio que saiu do Brasil

Foto: Handout / Polícia da Espanha / AFP

A polícia da Espanha anunciou, nesta segunda-feira (12), a apreensão de quase 10 toneladas de cocaína escondidas em uma carga de sal a bordo de um navio cargueiro que navegava pelo Oceano Atlântico e havia partido do Brasil. Todos os 13 ocupantes da embarcação foram presos.

Segundo a Polícia Nacional espanhola, esta é a maior apreensão de cocaína em alto-mar já realizada na história da corporação. Ao todo, foram encontrados 9.994 quilos da droga, distribuídos em 294 fardos, ocultos entre toneladas de sal transportadas pelo navio.

A embarcação mercante, de bandeira dos Camarões, foi abordada na semana passada por agentes do Grupo Especial de Operações da polícia espanhola. Durante a ação, o navio ficou sem combustível e precisou ser rebocado até as Ilhas Canárias, onde a carga ilícita foi descarregada e contabilizada.

De acordo com as autoridades, a droga pertenceria a uma organização criminosa multinacional especializada na exportação de grandes quantidades de cocaína da América do Sul para a Europa. A operação contou com a colaboração da Polícia Federal do Brasil, da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA) e da Agência Nacional de Combate ao Crime do Reino Unido (NCA).

A polícia informou ainda que uma arma de fogo foi apreendida com os suspeitos, mas não divulgou a nacionalidade dos 13 presos.

Antes dessa ocorrência, a maior apreensão de cocaína em alto-mar realizada pela polícia espanhola havia sido registrada em 1999, quando 7,5 toneladas da droga foram interceptadas em um navio. Apesar disso, em outubro de 2024, as autoridades espanholas haviam apreendido um volume ainda maior em território nacional: 13 toneladas de cocaína escondidas em um contêiner de bananas procedente do Equador.

A Espanha é considerada uma das principais portas de entrada da cocaína na Europa, devido à sua proximidade geográfica com a África, aos vínculos históricos com países da América Latina, onde a droga é produzida, e à intensa movimentação marítima em seus portos.

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