Aumento de frequentadores, expansão no número de unidades e interesse de investidores impulsionam o setor fitness no país

O mercado de academias no Brasil vive um período de forte expansão, impulsionado pelo aumento da procura por qualidade de vida, pelo aquecimento da economia e pela entrada de grandes redes internacionais no país.
De acordo com levantamento da IHRSA (International Health Racquet and Sportsclub Association), o número de frequentadores de academias no Brasil cresceu cerca de 8% em relação a 2006, aproximando o país de mercados consolidados como Austrália e Canadá. O avanço da demanda se reflete diretamente nos negócios do setor, que passaram por uma rápida expansão.
Em apenas um ano, o número de academias no país saltou de 7,4 mil para mais de 12 mil unidades. Em 2007, o faturamento do mercado ultrapassou a marca de US$ 1,2 milhão, confirmando o bom momento vivido pelo segmento de wellness e fitness.
Além da maior conscientização da população sobre saúde e qualidade de vida, o cenário econômico favorável e o investimento de grandes redes internacionais ajudam a explicar a aceleração do crescimento. Nos bastidores, o setor também é marcado por negociações envolvendo fusões, aquisições e associações entre as principais empresas, que passaram a buscar apoio de bancos de investimento.
“O setor está em transformação há seis anos e o auge acontece nos dias atuais”, afirma Waldyr Soares, presidente da Fitness Brasil.
Um reflexo dessa nova fase é a presença inédita de sete fabricantes chineses de acessórios na 9ª IHRSA/Fitness Brasil Latin American Conference & Trade Show, o maior evento de negócios de wellness e fitness da América Latina. O encontro acontece entre os dias 4 e 6 de setembro, no Transamérica Expo Center, em São Paulo.
Os expositores internacionais veem no Brasil um mercado com alto potencial de crescimento e apostam em inovação e tecnologia de ponta para conquistar espaço. A feira contará com mais de 130 expositores e a expectativa é receber cerca de 20 mil visitantes. Segundo os organizadores, o volume de negócios deve girar em torno de R$ 36 milhões, cerca de 20% a mais do que no ano anterior.



