
Faltando 30 dias para a abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026, marcada para 6 de fevereiro, o Brasil entra na fase final de preparação com uma delegação formada por atletas consolidados e novos talentos. A presença brasileira nas modalidades de gelo e neve vem sendo fortalecida por políticas públicas voltadas ao alto rendimento esportivo.
Ao longo do ciclo olímpico, o Ministério do Esporte ampliou o suporte técnico, estrutural e financeiro aos atletas, com destaque para o programa Bolsa Atleta, considerado um dos principais instrumentos de sustentação da preparação esportiva no país.
Entre os principais nomes da delegação está a skeletonista Nicole Silveira, que chega aos Jogos como uma das atletas brasileiras mais competitivas do inverno olímpico. A atleta ocupa posições de destaque no ranking internacional e acumula resultados expressivos em etapas da Copa do Mundo, consolidando-se como referência da modalidade no Brasil.
Beneficiária do Bolsa Atleta, Nicole mantém rotina de treinos em centros especializados no exterior e conta com equipamentos de alto desempenho, fundamentais para competições de nível internacional no skeleton.
Outro destaque da equipe brasileira é o esquiador alpino Lucas Pinheiro Braathen, que passou a representar oficialmente o Brasil em 2024. Filho de mãe brasileira e pai norueguês, o atleta traz uma trajetória consolidada no circuito mundial e reforça a presença do país no esqui alpino. Integrado à Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN), Braathen amplia as expectativas por resultados inéditos em Milão-Cortina.
Em 2025, o esquiador alcançou um marco histórico ao conquistar a primeira medalha de ouro do Brasil em uma etapa da Copa do Mundo de Esqui Alpino, em Levi, na Finlândia. O resultado consolidou o atleta entre os principais nomes da modalidade no cenário internacional.
Além do skeleton e do esqui alpino, o Brasil estará representado nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 em outras modalidades, como bobsled e snowboard. A estratégia envolve atletas brasileiros e descendentes que treinam em centros de excelência fora do país, ampliando o intercâmbio técnico e esportivo.
A preparação da delegação ocorre em articulação com a Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN) e a Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG). Desde a primeira participação nos Jogos Olímpicos de Inverno, em 1992, o Brasil vem registrando evolução contínua. A presença em Milão-Cortina 2026 representa mais um passo no fortalecimento do esporte nacional e na ampliação da inserção brasileira no cenário olímpico de inverno.


