Com orçamento reduzido, clube retoma perfil físico da Era-SAF e busca reforços em ligas menos tradicionais

Nas reuniões com o departamento de futebol na última semana, o dono da SAF do Botafogo, John Textor, repetia a mesma pergunta sempre que um nome surgia como possível reforço: “Esse atleta é rápido?”. A frase resume o foco alvinegro para a primeira janela de 2026.
O Botafogo decidiu retomar o perfil de contratações que marcou o início da Era-SAF: atletas velozes e fisicamente fortes. O exemplo mais recente é Lucas Villalba, atacante do Nacional-URU, que tem negociação encaminhada. Com 1,82 metro, o jogador se destaca justamente pela velocidade, capacidade de movimentação e intensidade ao preencher espaços durante os 90 minutos.
A lista de alvos segue o mesmo padrão físico definido pelo clube:
- Nahuel Ferraresi (zagueiro) – 1,88 m
- Julio Romão (volante) – 1,93 m
- Pedro Bicalho (volante) – 1,78 m
- Lucas Villalba (ponta) – 1,82 m
A estratégia não é novidade. Janelas anteriores, como a segunda de 2022, que trouxe Eduardo e Tiquinho Soares, e a primeira de 2024, com Gregore, Luiz Henrique e Barboza, também seguiram esse modelo. A diferença agora está no orçamento: o clube enfrenta uma janela de 2026 com menos recursos do que em anos anteriores.
Por isso, o Botafogo voltou-se para mercados considerados “alternativos”. Julio Romão atua na Hungria, enquanto Pedro Bicalho joga no Azerbaijão. A busca por oportunidades financeiramente viáveis se tornou prioridade.
No caso de Ferraresi, que recebeu proposta formal na última quinta-feira, pesa a polivalência. O jogador pode atuar como zagueiro e lateral-direito, característica considerada valiosa pelo departamento de futebol. Há também a percepção de que o defensor estaria disposto a buscar novos ares.
Mesmo com limitações financeiras, o Botafogo mantém a diretriz técnica que norteou as primeiras janelas da SAF: encontrar jogadores capazes de imprimir intensidade, força e velocidade ao modelo de jogo.



