Panorama

CBF anuncia ações para fortalecer o futebol feminino brasileiro rumo à Copa do Mundo FIFA 2027

Foto: Rafael Ribeiro/CBF

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou nesta segunda-feira (24) medidas estratégicas para reforçar a preparação do Brasil como país-sede da Copa do Mundo de Futebol Feminino FIFA 2027. O planejamento envolve profissionalização, suporte às atletas e adequações estruturais que impactam clubes e competições de todas as categorias, desde a Série A1 até as categorias de base Sub-20, Sub-17 e Sub-15.

Entre as novidades, a CBF confirmou que, a partir de 2027, todas as jogadoras da Série A1 terão contrato profissional. Atletas lactantes poderão viajar com seus filhos, com custos cobertos pela entidade. Todas as partidas do Brasileirão Feminino A1, da Copa do Brasil e dos Campeonatos Sub-20 e Sub-17 terão transmissão garantida, e os clubes da Série A1 terão acesso a ferramentas de análise de desempenho. Além disso, a entidade ampliará o apoio financeiro para as categorias de base, incluindo repasses para campeonatos estaduais Sub-15, Sub-17 e Sub-20.

O calendário de 2026 será ajustado para acompanhar o ciclo da Copa do Mundo, com mudanças no formato dos torneios nacionais. No Brasileirão Feminino A1, o número de clubes passa de 16 para 18, aumentando as partidas de 134 para 167. A Série A2 adotará um formato de grupo único, todos contra todos, e terá 134 jogos, enquanto a Série A3 terá primeira fase em turno e returno, totalizando 126 partidas. Na Copa do Brasil, quartas, semifinais e final passam a ser disputadas em ida e volta, aumentando de 64 para 72 jogos. Já as categorias de base (Sub-20, Sub-17 e Sub-15) terão finais em ida e volta, com 16 vagas para campeões estaduais, resultando em 86 partidas ao todo. O calendário também prevê pausa em junho e julho de 2026 devido à Copa do Mundo Masculina. No total, o futebol feminino terá 712 partidas, um aumento de 26,4% em relação a 2025.

Investimentos e premiações

Entre 2024 e 2029, a CBF vai investir R$ 685 milhões no futebol feminino. Os valores de cotas e premiações também serão reajustados: no Brasileirão Feminino A1, a cota da primeira fase será de R$ 720 mil, com premiação de R$ 2 milhões para o campeão e R$ 1 milhão para o vice. Nas Séries A2 e A3, os valores aumentam 2,4 e 3,3 vezes, respectivamente, e na Copa do Brasil todas as cotas dobram em relação a 2025.

O calendário nacional ainda considera torneios internacionais, como o Mundial de Clubes Feminino, com primeira edição prevista para 2028, e as Copas do Mundo Sub-20 e Sub-17, realizadas anualmente ou bienalmente.

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