
A Prefeitura do Rio oficializou, na última segunda-feira (17/11), a adesão ao Plano Juventude Negra Viva (PJNV), iniciativa do Governo Federal voltada à redução das vulnerabilidades e ao enfrentamento do racismo estrutural que afetam jovens negros em situação de risco. A cerimônia ocorreu no Palácio da Cidade, em Botafogo, e reuniu autoridades municipais e federais, entre elas a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.
Criado pelo Decreto nº 11.444/2023, o plano reúne 217 ações distribuídas em 11 eixos de atuação, pactuadas com 18 ministérios. A proposta foi construída com participação direta da juventude negra por meio das Caravanas Participativas, que percorreram todos os estados mapeando demandas e sugestões.
O secretário municipal de Direitos Humanos e Igualdade Racial, Edson Santos, destacou que a adesão reforça o compromisso do Rio com políticas inclusivas:
“O Juventude Negra Viva é um instrumento essencial para ampliarmos oportunidades e fortalecermos a inclusão, sobretudo para os jovens que mais precisam.”
Desde 2021, a Secretaria da Juventude Carioca (JUV) já beneficiou mais de 400 mil jovens com iniciativas como o Pacto pela Juventude, os Espaços da Juventude e as Casas da Juventude, voltadas ao fortalecimento da formação profissional e ao protagonismo juvenil.
Para a secretária da Juventude Carioca, Gabriella Rodrigues, a entrada da cidade no plano nacional representa um avanço necessário:
“Os jovens negros seguem entre os mais vulneráveis aos desafios sociais e econômicos de uma grande cidade. Integrar o PJNV garante protagonismo e abre novas oportunidades de educação, trabalho e cidadania.”
O diagnóstico do plano aponta que as principais vulnerabilidades vivenciadas pela juventude negra estão concentradas nos eixos de segurança pública e acesso à justiça, saúde e educação, e fortalecimento da democracia. Entre as soluções priorizadas estão ações nessas mesmas áreas, além de iniciativas voltadas a trabalho, emprego e renda, reforçando a necessidade de políticas coordenadas e contínuas.



