
O Brasil encerrou sua participação nos Jogos Parapan-Americanos de Jovens de Santiago 2025 com um desempenho histórico. A delegação brasileira terminou no topo do quadro de medalhas, conquistando 100 pódios, sendo 61 de ouro, 29 de prata e 10 de bronze.
O resultado reforça o impacto do Programa Bolsa Atleta, do Ministério do Esporte, que oferece apoio financeiro a esportistas de base e alto rendimento. Dos 120 atletas brasileiros que competiram no Chile, 78 são beneficiários do programa, e 28 deles subiram ao pódio.
A competição reuniu jovens de diversos países das Américas em 12 modalidades, como atletismo, bocha, halterofilismo, judô, futebol de cegos, tênis de mesa e vôlei sentado. As medalhas brasileiras vieram de 22 estados e do Distrito Federal, evidenciando a abrangência nacional do incentivo ao paradesporto juvenil.
Recorde mundial
O grande destaque da edição foi o mineiro Charles Eduardo dos Santos, de 16 anos, que quebrou o recorde mundial júnior da categoria até 49 kg no halterofilismo, ao levantar 116 kg em sua terceira tentativa — superando a antiga marca de 115 kg. A performance colocou o jovem entre as principais promessas do esporte paralímpico brasileiro.
Desempenho coletivo
O atletismo foi uma das modalidades mais vitoriosas para o país, com destaques como Eduardo Bento, vencedor de três medalhas de ouro, além de Ana Carolina de Souza, Fabrício Klein, João Pedro Dantas e Isadora Lohany, que também subiram ao lugar mais alto do pódio.
Na bocha, o trio Eduardo Vasconcelos, Gabriel Serafim e José Antônio Santos confirmou o favoritismo e garantiu mais três ouros para o Brasil.
Com o resultado, o Brasil manteve a hegemonia continental no paradesporto juvenil e encerrou o Parapan com saldo extremamente positivo. O desempenho dos atletas reforça a importância da continuidade de políticas públicas voltadas ao esporte de base, como o Bolsa Atleta, que tem se consolidado como um dos principais instrumentos de inclusão e desenvolvimento esportivo no país.



