Panorama

Amazônia registra menor índice de desmatamento em unidades de conservação desde 2008

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Brasil alcançou resultados históricos no combate ao desmatamento em unidades de conservação federais em 2025, mostram os dados do Projeto de Desmatamento e Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), conforme divulgado pelo site oficial do Governo Federal.

Em comparação a 2023, ano em que ações de fiscalização e outras medidas de proteção protagonizadas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) foram fortalecidas, a queda é de 74% na Amazônia e 62% no Cerrado. Entre agosto de 2024 e julho de 2025, foram registrados 134 km² de desmatamento em unidades de conservação federais da Amazônia e 31 km² no Cerrado, apontando para a viabilidade do cumprimento da meta do Brasil de desmatamento zero até 2030 (Fonte: Gov.br).

Segundo o presidente do ICMBio, Mauro Pires, “a queda contínua dos últimos anos mostra que a estratégia do Instituto está apresentando resultado real e consistente. A retomada da presença do ICMBio nos territórios tem sido decisiva para este resultado positivo, com o reforço da fiscalização, combate às ilegalidades, recomposição de conselhos participativos, reativação de políticas sociais e aquisição de veículos e equipamentos”.

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, comemorou os resultados: “A queda do desmatamento nas Unidades de Conservação (UCs) federais em 2025 revela o compromisso do atual governo com a meta de zerá-lo até 2030. E confirma a importância dessas áreas para proteger nossos biomas, a biodiversidade e os modos de vida. Elas mantêm serviços ecossistêmicos — estabilidade climática e regulação das chuvas — beneficiando toda a sociedade e a economia brasileira”.

O desmatamento total na Amazônia Legal também apresentou queda robusta em 2025: 11,08% em relação ao período anterior, terceira menor taxa desde 1988. No Cerrado, a taxa geral teve queda de 11,49%, confirmando a tendência de retração iniciada em 2023, após cinco anos consecutivos de alta.

Com os menores índices históricos de desmatamento, tanto no geral quanto em áreas protegidas, o Brasil chega à 30ª Conferência das Partes da ONU sobre Mudança do Clima (COP30), que acontece a partir do dia 6 de novembro em Belém (PA), com uma mensagem clara: proteger florestas é uma das estratégias mais eficazes para enfrentar a crise climática.

O fortalecimento das UCs federais inclui a criação ou ampliação de 14 áreas desde 2023 nos biomas Caatinga, Mata Atlântica, Amazônia e Cerrado, além de áreas marinho-costeiras, somando cerca de 550 mil hectares. Nesse período, também foram criadas 59 Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), consolidando o papel estratégico das áreas protegidas para a preservação ambiental e mitigação da mudança do clima.

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