Medida integra ações do Escritório Emergencial de Combate ao Crime Organizado, criado após megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) enviou 200 agentes de outros estados para reforçar o policiamento nas rodovias federais do Rio de Janeiro, em resposta à escalada da violência e ao aumento das operações de segurança no estado. Atualmente, o efetivo da PRF no Rio é de cerca de 1.000 policiais, e até dezembro o número deve aumentar com o envio de mais 150 agentes.
O reforço faz parte do plano emergencial de segurança anunciado após a criação do Escritório Emergencial de Combate ao Crime Organizado, instituído na última quarta-feira (29) pelo governador Cláudio Castro (PL) e pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. O núcleo, coordenado pelo secretário de Segurança do Rio, Victor Santos, busca integrar ações das forças estaduais e federais no enfrentamento às facções criminosas.
O anúncio ocorreu um dia após a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, considerada a mais letal da história do estado, com mais de 120 mortos. Durante o encontro, Lewandowski afirmou que o governo federal colaboraria com o reforço do efetivo da PRF e com o envio de peritos e agentes de inteligência para o Rio de Janeiro.
Segundo o ministro, o Escritório Emergencial tem caráter temporário e de resposta rápida, com a função de coordenar decisões estratégicas e ações conjuntas até que a crise seja controlada.
“A ideia é tomar decisões rapidamente até que a situação seja estabilizada. O escritório é um embrião do que poderá ser a futura PEC da Segurança Pública, que está em discussão no Congresso Nacional”, destacou Lewandowski.
A PRF informou que os agentes deslocados atuarão principalmente em rodovias estratégicas, como a BR-101, BR-040 e BR-116, responsáveis por conectar o estado a regiões onde há fluxo intenso de cargas e histórico de roubos de veículos e de transporte de drogas e armas.
O governo estadual e o Ministério da Justiça também avaliam novas medidas de cooperação entre os órgãos federais e as forças de segurança fluminenses, incluindo operações integradas e uso de tecnologia de monitoramento para rastrear atividades criminosas nas estradas e no entorno da Região Metropolitana.


