Panorama

Flávio Bolsonaro sugere ataque dos EUA a barcos de drogas no Rio de Janeiro

Senador ironizou operação americana no Pacífico e afirmou que “ouviu dizer” que há embarcações semelhantes na Baía de Guanabara

Foto: Roque de Sá/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) gerou polêmica nas redes sociais nesta quinta-feira (23) ao sugerir que os Estados Unidos realizem ataques a barcos supostamente usados para o tráfico de drogas no Rio de Janeiro. A declaração foi feita em tom de ironia, em resposta a uma publicação do secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, sobre ataques a embarcações no Oceano Pacífico.

Na postagem, Flávio compartilhou a publicação de Hegseth e comentou:

Que inveja! Ouvi dizer que há barcos como este aqui no Rio de Janeiro, na Baía de Guanabara, inundando o Brasil com drogas. Você não gostaria de passar alguns meses aqui nos ajudando a combater essas organizações terroristas?”.

O parlamentar ainda provocou o secretário, perguntando se ele “não gostaria de passar alguns meses aqui nos ajudando a combater essas organizações terroristas”.

A declaração de Flávio Bolsonaro veio após o anúncio de duas operações norte-americanas no Oceano Pacífico, que deixaram cinco mortos. Segundo Hegseth, os ataques foram realizados sob ordens do presidente Donald Trump, em meio a uma série de ofensivas contra o narcotráfico também no mar do Caribe.

“Ontem, sob a direção do presidente Trump, o Departamento de Guerra conduziu um ataque cinético letal a uma embarcação. Havia dois narcoterroristas a bordo durante o ataque, realizado em águas internacionais”, afirmou o secretário no X (antigo Twitter).

A primeira ação, na terça-feira (21), matou duas pessoas, enquanto o segundo ataque, realizado na quarta (22), resultou em três mortes. De acordo com as autoridades americanas, os alvos eram barcos de narcotraficantes operando na costa da América do Sul.

A fala de Flávio Bolsonaro repercutiu nas redes sociais, com críticas e elogios. Enquanto aliados elogiaram a “postura combativa” do senador, opositores classificaram a publicação como irresponsável e belicista, destacando que o comentário ocorreu em meio a um contexto de violência urbana crescente no Rio de Janeiro.

Até o momento, o senador não se pronunciou novamente sobre o assunto.

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