Panorama

Bolsonaro tem diagnóstico de câncer de pele inicial

Ex-presidente recebeu alta nesta 4ª feira (17.set) após melhora clínica; laudo apontou carcinoma de células escamosas “in situ”

Foto: Pablo Porciuncula/AFP

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta nesta quarta-feira (17.set.2025) do Hospital DF Star, em Brasília, após apresentar melhora clínica e recuperação da função renal. Ele havia sido internado na véspera, com sintomas de tontura e queda de pressão arterial. Durante o período de internação, exames confirmaram a presença de carcinoma de células escamosas “in situ” em duas das oito lesões removidas no domingo (14.set). Trata-se de um câncer de pele em estágio inicial, restrito às camadas superficiais da pele, sem indícios de invasão profunda. Todas as lesões já foram retiradas, e não há indicação de disseminação, segundo informações confirmadas a jornalistas pelo médico Claudio Birolini.

“É um tipo de câncer de pele que pode ter consequências mais sérias”, afirmou o médico. Ele destacou, porém, que no caso do ex-presidente não há necessidade de tratamento adicional, apenas acompanhamento clínico e reavaliações periódicas para monitorar possíveis novos focos da doença.

Boletim médico

“O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro foi admitido no Hospital DF Star na tarde do dia 16 de setembro, devido a quadro de vômitos, tontura, queda da pressão arterial e pré-síncope. Apresentou melhora dos sintomas e da função renal após hidratação e tratamento medicamentoso por via endovenosa. O laudo anátomo patológico das lesões cutâneas operadas no domingo mostrou a presença de carcinoma de células escamosas ‘in situ’, em duas das oito lesões removidas, com a necessidade de acompanhamento clínico e reavaliação periódica. Recebe alta hospitalar, mantendo o acompanhamento médico.”

Bolsonaro deixou o hospital às 13h44, acompanhado da esposa, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Ele havia dado entrada às 16h10 de terça-feira (16.set), pela garagem, sob escolta de três viaturas da Polícia Penal e de um helicóptero.

Mais cedo, Michelle havia divulgado boletim médico informando que o ex-presidente chegou à emergência “desidratado e com frequência cardíaca elevada”. O comunicado também relatou que exames laboratoriais e de imagem identificaram “persistência de anemia e alteração da função renal, com elevação da creatinina”. Bolsonaro ainda passou por ressonância magnética do crânio para investigar episódios de tontura, mas o exame não apontou alterações agudas. “Ele será reavaliado ao longo do dia para definição sobre a necessidade de permanência hospitalar”, dizia a nota.

Prisão domiciliar

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto. A ida ao hospital não representou descumprimento das medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que já havia determinado que, em caso de “internação urgente“, a defesa deveria comunicar a Corte em até 24 horas.

Segunda internação em setembro

Esta foi a segunda vez, em menos de uma semana, que o ex-presidente deixou o condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico, para atendimento médico. Em 11 de setembro, ele foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Já no domingo (14.set), esteve no Hospital DF Star para remover lesões na pele, permanecendo no local entre 7h58 e 14h.

Na ocasião, boletim médico informou que o ex-presidente apresentava “anemia por deficiência de ferro e pneumonia residual”.

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