Mariana Malta teria se apresentado como advogada para entrar no Complexo de Gericinó; caso foi comunicado ao STF, à Polícia Federal e à OAB

A Secretaria Estadual de Polícia Penal do Rio de Janeiro abriu uma investigação para apurar possíveis irregularidades na visita da prefeita de Belford Roxo, Mariana Malta (União Brasil), ao deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil), no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. O encontro ocorreu no domingo (18), apesar de Canella estar impedido de receber visitas.
Segundo a secretaria, Mariana teria conseguido entrar na unidade prisional após se apresentar como advogada. Ao identificar que a visitante era a prefeita, a pasta informou ter comunicado o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF), à Polícia Federal (PF) e à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Em nota, a Secretaria de Estado de Polícia Penal informou que a Corregedoria da instituição também instaurou um procedimento para apurar o episódio, que segue em andamento.
Canella está preso desde quinta-feira
Márcio Canella está preso desde quinta-feira (15), no âmbito da Operação Unha e Carne 8, deflagrada pela Polícia Federal. Ele é investigado por suspeita de participação em uma organização criminosa armada que, segundo a PF, utilizaria uma rede de 96 postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio para lavar dinheiro.
De acordo com os investigadores, Canella é apontado como articulador do grupo. Ele foi o segundo candidato mais votado para deputado estadual no Rio de Janeiro nas eleições de 2026.
As suspeitas ainda são objeto de investigação.
Relação política entre Mariana Malta e Canella
Mariana Malta trabalhou durante sete anos como assessora de Canella na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Em 2024, foi eleita vice-prefeita de Belford Roxo na chapa liderada por ele para o mandato de 2025 a 2028.
Ela assumiu a Prefeitura em abril de 2026, após Canella deixar o cargo para disputar uma vaga no Senado pelo União Brasil. Posteriormente, depois de ser alvo de uma das fases da operação, ele desistiu da candidatura ao Senado e concorreu a uma vaga na Alerj.
Direito de resposta: o espaço permanece aberto para manifestações de Márcio Canella, Mariana Malta e dos demais envolvidos.



