Defensive tackle se envolveu em confronto com JC Latham no centro de treinamento do Tennessee Titans; técnico Robert Saleh classificou o episódio como um possível “pedido de ajuda”, e a liga analisa o caso

O Tennessee Titans decidiu dispensar Jordan Elliott depois que o jogador sacou uma arma durante uma discussão com um companheiro de equipe nas instalações do clube, em Nashville, nos Estados Unidos. O episódio aconteceu na última quinta-feira (15), durante um treino, e foi confirmado pelo técnico Robert Saleh, que afirmou enxergar o caso como um sinal de alerta sobre a situação do atleta.
Segundo relatos da imprensa norte-americana, o desentendimento começou com JC Latham, jogador da linha ofensiva. Após a discussão, Elliott teria ido até o estacionamento para buscar uma arma que estava dentro de seu carro. O defensor chegou a sacá-la, mas a situação foi contida antes que alguém se ferisse.
John Franklin-Myers, também integrante da linha defensiva dos Titans, interveio e conseguiu acalmar Elliott. Não houve registro de feridos. A franquia informou que decidiu dispensar o jogador após uma investigação interna, mas não apresentou detalhes adicionais sobre as circunstâncias que levaram à medida.
Treinador fala em “pedido de ajuda”
Ao comentar o caso na quarta-feira (21), Saleh reconheceu a gravidade da atitude, mas afirmou que a interpretou de maneira diferente de um ato criminoso. O treinador também destacou que o episódio foi lamentável e que a reação das pessoas próximas ao jogador não necessariamente seria igual à percepção do público.
“[Elliott] teve uma terrível falha de julgamento, que reconheço mais como um pedido de ajuda do que como um ato criminoso. É lamentável a forma como aconteceu. No que diz respeito a Jordan, ao vestiário e tudo mais, acho que as pessoas aqui veem isso de forma diferente da reação instintiva do mundo”, declarou.
O técnico também pediu que a situação fosse analisada considerando a trajetória pessoal do atleta, sem minimizar o fato de ele ter levado a arma ao estacionamento e a sacado durante o episódio.
“Acho que a organização e a NFL fizeram um trabalho excepcional ao fazer algo que acredito ser necessário para todos nesta situação: dar uma pausa em relação à notícia de que Jordan estava armado. Este é um homem que é pai, um ótimo marido. Ele nunca cometeu um crime em toda a sua vida, e sacou uma arma no estacionamento”, afirmou Saleh.
JC Latham diz que não havia desavenças anteriores
Latham também se pronunciou sobre o episódio na quarta-feira e afirmou que não existia um histórico de conflitos entre ele e Elliott. Segundo o jogador, a discussão ocorreu em um momento de tensão, apesar de os dois já terem convivido fora de campo, inclusive durante períodos em que passaram por tratamentos físicos.
A intervenção de Franklin-Myers foi determinante para conter a situação. Apesar de ninguém ter ficado ferido, o caso levou a organização a tomar uma decisão sobre a permanência de Elliott no elenco.
A NFL confirmou que está analisando o ocorrido. As regras da liga proíbem jogadores e outros funcionários de portar armas nas instalações dos clubes, nos estádios, nos hotéis das equipes e nos meios de transporte utilizados pela organização.
Defensor havia assinado contrato de US$ 8 milhões
Aos 28 anos, Elliott disputou cinco partidas pelo Tennessee Titans nesta temporada, uma delas como titular, e registrou 11 tackles. Ele havia chegado à equipe durante a pré-temporada, após passagens pelo Cleveland Browns e pelo San Francisco 49ers.
O contrato firmado com os Titans tinha duração de dois anos e valor total de US$ 8 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 40,2 milhões. A dispensa encerra a passagem do jogador pela franquia após o incidente.
Até a manifestação do treinador, o clube não havia divulgado publicamente todos os detalhes da apuração interna. A análise conduzida pela NFL também permanece em andamento.



