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Panorama

Oposição de esquerda no Equador é abalada por prisão de ex-candidata à Presidência

Luisa González, principal adversária política de Daniel Noboa, é investigada por suspeita de financiamento irregular de campanha com recursos da Venezuela; ela nega as acusações

Luisa González durante comício na sexta em Quito, no Equador — Foto: Daniel Becerril/Reuters

A prisão de Luisa González, ex-candidata à Presidência do Equador e uma das principais lideranças da esquerda no país, provocou repercussão política nesta quinta-feira (22). A detenção foi confirmada pelo partido da oposicionista e pela polícia equatoriana, mas as autoridades não detalharam publicamente o motivo da prisão até a última atualização das informações.

González era investigada desde janeiro por uma suspeita de financiamento irregular de campanha eleitoral com recursos provenientes da Venezuela. A política nega as acusações. O governo do presidente Daniel Noboa, seu principal adversário, ainda não havia se pronunciado oficialmente sobre a detenção.

A notícia foi divulgada inicialmente pelo ex-presidente Rafael Correa, que governou o Equador entre 2007 e 2017 e é uma das principais referências políticas do movimento de esquerda ligado a González.

“Prenderam Luisa González. JÁ CHEGA!!!!”, escreveu Correa em uma publicação nas redes sociais.

A polícia também confirmou a prisão em seu canal no WhatsApp, mas não apresentou informações adicionais sobre as circunstâncias da operação.

Disputa com Noboa marcou cenário político equatoriano

Advogada de 47 anos, González ganhou projeção nacional ao disputar a Presidência contra Daniel Noboa. A reportagem original menciona uma disputa eleitoral acirrada entre os dois, que consolidou a polarização política no país.

Noboa, ligado a uma família empresária do setor de bananas e com passagem pelo setor bancário, tornou-se o principal representante da direita equatoriana. González, por sua vez, passou a ocupar o centro da oposição de esquerda.

Após a disputa eleitoral, a política intensificou sua atuação para reorganizar e fortalecer o campo progressista no Equador, ampliando sua presença também no debate político latino-americano.

Conhecida pela capacidade de mobilização, González vinha reunindo apoiadores em eventos públicos e consolidando sua posição como uma das figuras mais importantes da oposição ao atual governo.

Investigação envolve suspeita de recursos venezuelanos

A apuração que envolve a ex-candidata foi iniciada em janeiro e tem como foco uma possível entrada irregular de recursos da Venezuela para financiar sua campanha. Até o momento descrito pelas informações divulgadas, González nega qualquer irregularidade.

A confirmação da prisão não veio acompanhada de esclarecimentos oficiais sobre a relação entre a investigação financeira e a medida adotada nesta quinta-feira. Também não foram divulgados detalhes sobre eventuais acusações formais apresentadas contra a oposicionista.

O caso ocorre em um contexto de forte disputa entre o governo de Noboa e os setores de esquerda ligados ao ex-presidente Correa. A detenção de González pode ter repercussões sobre a reorganização da oposição no país, embora ainda não haja informações suficientes para determinar os próximos desdobramentos políticos e judiciais.

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