Levantamento divulgado em setembro aponta mudanças no desempenho dos candidatos entre mulheres, eleitores do Sudeste, faixas de renda e escolaridade

Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (28) mostra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) com 42% das intenções de voto cada em uma simulação de segundo turno para a Presidência da República. O levantamento foi realizado entre 24 e 27 de setembro e registra empate numérico entre os dois candidatos.
Os recortes da pesquisa, porém, apresentam diferenças importantes entre os grupos analisados. Ao longo de setembro, houve alterações no desempenho dos candidatos entre mulheres, moradores do Sudeste, eleitores de diferentes faixas etárias, níveis de escolaridade, renda e religião.
Mulheres e Sudeste tiveram mudanças ao longo do mês
Entre as mulheres, Lula encerrou setembro com 46%, contra 37% de Flávio. No início do mês, a diferença entre os dois era de dez pontos. Na rodada intermediária, a vantagem do petista havia caído para três pontos, antes de voltar a crescer no levantamento mais recente.
No Sudeste, Flávio começou o mês com oito pontos de vantagem sobre Lula e chegou a abrir 16 pontos no decorrer de setembro. Na última rodada, porém, a diferença caiu para seis pontos: 43% para Flávio e 37% para Lula. Considerando a margem de erro específica do segmento, o resultado é classificado como empate técnico.
Também houve mudança na distribuição por idade. No início de setembro, Flávio tinha vantagem entre os eleitores de 16 a 34 anos, enquanto Lula apresentava vantagem entre aqueles com 60 anos ou mais. Na rodada mais recente, os dois aparecem tecnicamente empatados nas diferentes faixas etárias. Entre os eleitores de 35 a 59 anos, Lula mantém uma vantagem numérica de dois pontos.
Escolaridade apresenta diferenças
Entre os eleitores com ensino fundamental, Lula ampliou sua vantagem. A diferença, que era de 14 pontos no começo do mês, passou para 23 pontos. No levantamento mais recente, o petista aparece com 54%, contra 31% de Flávio.
No grupo com ensino superior, o cenário se deslocou na direção contrária. O empate técnico registrado no início de setembro, quando Flávio tinha 44% e Lula 40%, deu lugar a uma diferença de 15 pontos: 49% para o candidato do PL e 34% para o petista.
Entre aqueles com ensino médio completo, Flávio também ampliou a vantagem, de dez para 15 pontos, chegando a 49%, contra 34% de Lula.
Diferenças aumentam entre faixas de renda
O levantamento também registrou alterações de acordo com a renda familiar. Entre os eleitores que recebem até dois salários mínimos, Lula passou de 51% para 55%, enquanto Flávio permaneceu em 29%. Com isso, a diferença entre os dois passou de 22 para 26 pontos.
No grupo com renda superior a cinco salários mínimos, Flávio ampliou sua vantagem de 15 para 18 pontos, passando de 50% para 52%, enquanto Lula oscilou de 35% para 34%.
Entre os eleitores com renda familiar entre dois e cinco salários mínimos, os dois permanecem tecnicamente empatados.
Cenários por religião e cor ou raça
O recorte religioso apresentou maior estabilidade durante o mês. Flávio Bolsonaro manteve vantagem entre os eleitores evangélicos, enquanto Lula continuou à frente entre os católicos. Entre os católicos, a intenção de voto no petista passou de 46% para 50% durante setembro.
No recorte por cor ou raça, a vantagem de Flávio entre eleitores brancos diminuiu de 14 para oito pontos. Lula aparecia com 34% contra 48% de Flávio no início do mês e passou a registrar 37%, contra 45% do adversário.
Entre eleitores pretos, a vantagem de Lula caiu de 18 para 13 pontos, com o petista passando de 49% para 47% e Flávio de 31% para 34%.
Já entre os pardos, Lula passou de uma vantagem de 11 pontos para um cenário de empate técnico. Na rodada mais recente, o petista aparece com 46%, contra 40% de Flávio.
Identificação política
Entre os eleitores independentes, o empate técnico permanece. A diferença numérica entre os candidatos, no entanto, passou de três para sete pontos a favor de Flávio. Nesse segmento, a margem de erro é de quatro pontos percentuais.
O levantamento também mostra maior concentração das intenções de voto entre os eleitores identificados com os campos políticos dos candidatos.
Pesquisa ouviu 2.004 pessoas
A Quaest entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 24 e 27 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa foi encomendada pela Globo e pelo jornal O Globo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06520/2026.



