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Panorama

Homem é preso após cobrar R$ 1 mil por biscoito e biquíni em Copacabana

Turista colombiano percebeu cobrança na maquininha e perseguiu suspeito pela areia; caso foi registrado na Delegacia de Apoio ao Turismo

Suspeito foi preso na Praia de Copacabana
Divulgação

Um homem foi preso na noite de quinta-feira (17) suspeito de aplicar um golpe contra um turista colombiano na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio. Segundo a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), a vítima foi cobrada em R$ 1 mil pela compra de um biscoito Globo e um biquíni.

O caso aconteceu na altura do Posto 3. Após perceber o valor lançado na maquininha de cartão, o turista começou a perseguir o suspeito pela faixa de areia.

Agentes da Seop que estavam na região perceberam a movimentação e conseguiram interceptar o homem ainda na praia.

O suspeito foi identificado como Pedro Lucas Clemente do Nascimento, de 30 anos. Ele e o turista foram encaminhados para a Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat), no Leblon.

Segundo as informações do caso, Pedro Lucas ficou preso por estelionato praticado com uso de cartão de crédito. Até a publicação da reportagem original, a defesa dele não havia sido localizada para comentar o episódio.

Outros golpes contra turistas em Copacabana

Casos envolvendo cobranças muito acima dos valores informados aos clientes têm sido registrados com frequência na orla da Zona Sul.

Em julho, um homem foi preso acusado de cobrar R$ 8.246,40 por duas caipirinhas de morango vendidas a um turista francês em Copacabana. Segundo a polícia, as bebidas haviam sido oferecidas por R$ 80.

Além da cobrança efetuada, outras duas tentativas de pagamento, que somadas ultrapassavam R$ 20 mil, teriam sido recusadas.

No mesmo mês, um turista polonês relatou ter sido cobrado em R$ 8,5 mil por uma caipirinha anunciada por R$ 40. Outras três transações, que juntas superavam R$ 34 mil, também teriam sido tentadas.

Em abril, outro suspeito foi preso depois que uma turista francesa foi cobrada em R$ 400 por duas caipirinhas. De acordo com a investigação, o equipamento utilizado teria sido adulterado para dificultar a visualização do valor real lançado no cartão.

Os casos vêm sendo investigados pela Delegacia Especial de Apoio ao Turismo, responsável por ocorrências envolvendo visitantes na cidade.

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