Ao todo, 13 pessoas foram responsabilizadas no inquérito; quatro estão presas e um suspeito de participar diretamente das agressões segue foragido

Uma acusação de furto que se mostrou falsa terminou com a morte de Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, e agora com o indiciamento de 13 pessoas. A Polícia Civil concluiu a investigação sobre o espancamento ocorrido em Copacabana, na Zona Sul do Rio, em 12 de agosto.
Cinco homens foram indiciados por homicídio triplamente qualificado. Segundo a investigação, eles participaram diretamente das agressões contra o ciclista. Quatro estão presos e um permanece foragido.
Cláudio estava com uma bicicleta que pertencia à própria irmã quando foi abordado na Rua Barata Ribeiro. A suspeita de que o veículo tivesse sido furtado deu início a uma sequência de agressões que durou vários minutos.
Imagens analisadas pela 12ª DP mostram a vítima cercada e atingida com socos, chutes e golpes de um objeto de madeira. Mais de 12 horas de gravações foram examinadas para reconstruir a dinâmica do episódio e identificar os envolvidos.
O laudo apontou traumatismo cranioencefálico, hemorragia interna e lesões em órgãos. Cláudio chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, mas não resistiu.
Além dos cinco investigados por homicídio, uma pessoa foi indiciada por omissão de socorro e uma mulher por lesão corporal. Outros envolvidos responderão por exercício ilegal de profissão.
Investigação alcançou esquema de segurança informal
O trabalho policial também avançou sobre a atuação de pessoas que realizavam segurança privada de forma irregular na região.
A investigação identificou uma estrutura que atuaria nas ruas de Copacabana e teria apoio financeiro de comerciantes. Parte dos indiciamentos por exercício ilegal da profissão está relacionada a esse esquema.
Entre os elementos analisados pela polícia estão imagens de monitoramento, depoimentos e conteúdos encontrados em celulares apreendidos durante a investigação.
Um dos seguranças presos admitiu ter agredido Cláudio e classificou a própria conduta como um “ato insano”. Em depoimento, também afirmou que não havia informação concreta de que a bicicleta tivesse sido roubada.
Com a conclusão do inquérito, o material será analisado pelo Ministério Público, que decidirá se oferece denúncia contra os indiciados à Justiça.
A polícia continua procurando o homem apontado como o quinto participante direto das agressões.



