Organizadas de Bahia e Vitória ficam impedidas de usar faixas, bandeiras, camisas e outros símbolos em eventos esportivos

As torcidas organizadas Bamor, do Bahia, e Os Imbatíveis, do Vitória, foram punidas por seis meses após os episódios de violência registrados antes do clássico Ba-Vi disputado em 23 de agosto, em Salvador.
A sanção foi formalizada nesta quarta-feira (2) pelo Batalhão Especializado de Policiamento de Eventos e passa a valer a partir desta quinta-feira.
Durante o período, integrantes das duas organizadas não poderão entrar em eventos esportivos identificados com faixas, cartazes, bandeiras, camisas, instrumentos musicais ou outros itens que façam referência aos grupos.
A restrição vale para competições estaduais, regionais, nacionais e internacionais.
Confronto terminou com morte
A punição ocorre depois de um confronto entre torcedores na Via Regional, no bairro de Cajazeiras, horas antes do clássico.
José Alexandre Souza Borges, segurança e integrante da Bamor, morreu após ser atacado com golpes de faca. Imagens que circularam nas redes sociais registraram parte da agressão.
No mesmo dia, Lucas dos Reis Bonfim, de 19 anos, também morreu em Salvador, no bairro Castelo Branco. A Polícia Civil ainda investiga se esse segundo caso teve relação com o confronto entre as organizadas.
Além das mortes, foram registrados episódios de vandalismo, agressões, uso de artefatos explosivos e porte de armas em diferentes pontos da capital baiana. Um ônibus também foi atingido por um rojão, e o motorista ficou ferido.
Seis pessoas foram presas sob suspeita de participação nos ataques. Posteriormente, a Justiça converteu as prisões em flagrante em preventivas.
Os investigados foram autuados por homicídio qualificado, tentativa de homicídio contra outras quatro pessoas, posse de artefato explosivo e promoção de tumulto.
O clássico daquele dia foi disputado com torcida única, modelo que já vinha sendo adotado em confrontos entre Bahia e Vitória.



