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Panorama

Operações contra o Comando Vermelho deixam presos no Rio e miram facção em Magé

Na capital, ação contra braço armado ligado a disputas territoriais já prendeu seis suspeitos; em Magé, investigação apura tráfico e roubos

Draco cumpre mandados contra o Comando Vermelho na Zona Sudoeste do Rio — Foto: Reprodução/PCERJ

Duas operações da Polícia Civil foram realizadas nesta quarta-feira (2) contra grupos ligados ao Comando Vermelho no Rio de Janeiro e em Magé, na Baixada Fluminense.

Na capital, a ofensiva tem como alvo a chamada Equipe Astro, apontada pela polícia como um braço armado da facção envolvido em invasões e disputas por território na Zona Sudoeste. Até a última atualização, seis homens haviam sido presos.

A investigação é conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE). Segundo a Polícia Civil, o grupo atuaria com homens fortemente armados e uma estrutura voltada para planejamento, logística e monitoramento das forças de segurança.

O principal alvo da operação é Rubens Mateus Lisboa Ribeiro, conhecido como Astro ou Lisboa. Ele é apontado como responsável por ordenar ações de expansão territorial em regiões como Curicica, Camorim, Rio das Pedras e Muzema.

A ofensiva desta quarta-feira é um desdobramento de uma investigação que já havia identificado Pierre Sá da Silva, o PQD, morto em confronto no último dia 18. De acordo com a polícia, ele tinha treinamento militar e repassava conhecimentos a outros integrantes do tráfico.

Polícia também cumpre mandados em Magé

Em outra frente, agentes da 65ª DP, de Magé, deflagraram a Operação Mosaico com o objetivo de atingir uma estrutura criminosa também associada ao Comando Vermelho.

Os mandados são direcionados a investigados por envolvimento com tráfico de drogas e roubos praticados no município.

A Polícia Civil afirma que o grupo utiliza homens armados para manter o controle de determinadas áreas, intimidar moradores e garantir a atuação do tráfico.

Durante as investigações, os agentes também identificaram possíveis ligações entre integrantes da organização e roubos registrados na cidade.

Segundo a corporação, o nome “Mosaico” faz referência ao trabalho de inteligência usado para cruzar informações, identificar suspeitos e mapear as áreas de atuação do grupo.

As duas operações seguem em andamento.

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