Camisa 10 se despede após 21 anos, 207 jogos, 125 gols e uma geração marcada pelos títulos da Copa do Mundo e da Copa América

Lionel Messi colocou ponto final em uma das trajetórias mais importantes da história da seleção argentina. Aos 39 anos, o camisa 10 anunciou nesta segunda-feira (31) que não voltará a defender a Albiceleste.
A despedida acontece pouco mais de um mês depois da Copa do Mundo de 2026, torneio em que a Argentina chegou novamente à decisão, mas perdeu o título para a Espanha por 1 a 0. A final acabou sendo a última partida de Messi pela equipe nacional.
Em uma carta divulgada nas redes sociais, o jogador explicou que a decisão foi difícil, mas afirmou entender que chegou a hora de abrir espaço para uma nova geração.
O texto havia sido escrito em 21 de julho, dois dias depois da decisão do Mundial. Messi revelou ainda que a morte do pai, ocorrida no início de agosto, reforçou sua convicção de encerrar o ciclo.
A despedida fecha uma passagem de 21 anos pela seleção principal. Messi estreou em agosto de 2005, em amistoso contra a Hungria, e terminou a trajetória como maior artilheiro da história da Argentina, com 125 gols em 207 partidas.
Da sequência de frustrações à consagração
A relação de Messi com a seleção passou por momentos muito diferentes ao longo de duas décadas.
Durante anos, o atacante acumulou campanhas de destaque sem conseguir conquistar um título pela equipe principal. Foi vice-campeão mundial em 2014, após derrota para a Alemanha no Maracanã, e também perdeu as finais das Copas América de 2015 e 2016 para o Chile.
A derrota de 2016 chegou a provocar uma primeira despedida. Na ocasião, Messi anunciou que não defenderia mais a seleção, mas voltou atrás pouco tempo depois.
A virada aconteceu em 2021. Após 28 anos sem um grande título, a Argentina venceu o Brasil no Maracanã e conquistou a Copa América. Foi o primeiro troféu de Messi pela seleção principal.
No ano seguinte vieram outras duas conquistas. Primeiro, a Finalíssima contra a Itália. Depois, o título mais esperado: a Copa do Mundo do Catar.
Messi foi um dos protagonistas da campanha de 2022, com sete gols e três assistências, incluindo dois gols na final contra a França.
A coleção aumentou em 2024, com mais uma Copa América.
Quatro anos depois do título no Catar, Messi ainda conseguiu conduzir a Argentina a outra final de Copa do Mundo. A derrota para a Espanha em 2026 impediu o bicampeonato consecutivo, mas encerrou sua participação em Mundiais novamente entre os protagonistas da equipe.
Ao se despedir, Messi deixa a seleção como campeão mundial, bicampeão da Copa América, vencedor da Finalíssima e dono dos principais recordes individuais da Albiceleste.



