
Uma obra de infraestrutura da Prefeitura do Rio, em Vicente de Carvalho, na Zona Norte, ficou parada por cerca de 24 horas após a empresa responsável pelos serviços denunciar uma cobrança de R$ 20 mil feita por integrantes do tráfico.
Segundo funcionários da Serplex Engenharia, representantes da empresa foram procurados por pessoas ligadas ao crime organizado, que exigiram o pagamento de uma suposta “taxa de segurança” para permitir que os trabalhos continuassem na região.
A cobrança teria sido atribuída a Jefferson Damasceno Gomes, conhecido como Chumbado. Ele é apontado como aliado de Wallace Trindade, o Lacoste, que seria uma das principais lideranças do Terceiro Comando Puro (TCP) e chefe do tráfico no Complexo da Serrinha.
Diante da recusa em pagar o valor, os criminosos teriam determinado a interrupção dos trabalhos e a retirada dos equipamentos utilizados na obra.
O serviço ocorre na Rua Carneiro de Mendonça e faz parte do programa Bairro Maravilha, iniciativa municipal voltada à urbanização e melhoria da infraestrutura. Entre as intervenções previstas está a modernização da rede de esgoto. A obra começou em maio.
A situação foi comunicada pela empresa à Prefeitura do Rio e registrada na 22ª DP, na Penha. De acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura, a orientação dada à construtora foi para formalizar a denúncia, e as forças de segurança serão acionadas.
Após a paralisação, os trabalhos foram retomados.
A região onde a obra está sendo realizada fica próxima ao Complexo da Serrinha e ao Morro do Juramento, áreas apontadas como territórios de grupos criminosos rivais. O episódio expõe mais uma vez as dificuldades enfrentadas por empresas e trabalhadores para executar serviços públicos em áreas sob influência do crime organizado.


