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Panorama

Antigas estações ferroviárias de Nova Iguaçu ganham nova função com projeto de preservação histórica

Divulgação

 

Construções que durante décadas fizeram parte da rotina de moradores de Nova Iguaçu estão sendo recuperadas para voltar a receber a população, mas agora como espaços dedicados à cultura e à preservação da memória. A Prefeitura de Nova Iguaçu iniciou a revitalização das antigas estações da Estrada de Ferro Rio D’Ouro, em Tinguá, Rio D’Ouro e Vila de Cava.

A iniciativa, chamada Estações da Cultura, é coordenada pela Secretaria Municipal de Cultura e prevê a restauração dos três imóveis históricos. A proposta é transformar os locais em espaços permanentes para exposições, atividades educativas, cursos, apresentações culturais e ações voltadas à valorização da história do município.

As obras seguem critérios de preservação do patrimônio histórico, mantendo as características originais das construções. A primeira etapa já foi concluída em Tinguá, onde a estação está aberta para visitação. Em Rio D’Ouro, os trabalhos estão em andamento e a previsão é de que sejam concluídos nos próximos dois meses. Depois, será a vez da estação de Vila de Cava.

Cultura dentro dos territórios

A Estação de Tinguá já recebeu três exposições. Uma delas apresenta a trajetória de Geraldo Marçal dos Reis, conhecido como Dadinho, e sua produção artística. O espaço também conta a história do cordelista José Rodrigues de Oliveira e reúne registros fotográficos históricos de Nova Iguaçu na exposição “Imagens de Nova Iguaçu na coleção Arruda Negreiros”.

Segundo o prefeito Dudu Reina, a recuperação das estações faz parte de um movimento de valorização do patrimônio histórico da região. Para o secretário municipal de Cultura, Marcus Monteiro, levar esses espaços para áreas mais afastadas do centro também amplia o acesso da população à cultura e à memória.

Das locomotivas aos espaços culturais

A história das estações está ligada à construção da Estrada de Ferro Rio D’Ouro, inaugurada em 1876. A ferrovia foi criada inicialmente para dar suporte às obras de abastecimento de água que levavam recursos das nascentes de Tinguá até o Rio de Janeiro.

Com o passar do tempo, os trilhos também passaram a transportar passageiros e contribuíram para aproximar comunidades e impulsionar o desenvolvimento da região. O serviço de passageiros foi encerrado em 1964, mas os antigos prédios permaneceram como parte da paisagem e da história de Nova Iguaçu.

Agora, a Prefeitura estuda ainda uma possibilidade para ampliar esse projeto: a recuperação do antigo trecho entre Vila de Cava e Tinguá para, futuramente, receber um trem turístico até a antiga Vila de Iguassú. A proposta é unir preservação histórica, cultura e turismo em um novo percurso pela cidade.

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