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Panorama

Jogador do Athletico-PR é condenado a 13 anos de prisão por estupro

José Tramontin / Athletico-PR

 

O lateral-esquerdo Léo Derik, de 21 anos, do Athletico-PR, foi condenado a 13 anos de prisão por estupro em decisão de primeira instância do 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Curitiba. A sentença foi proferida na quarta-feira (12).

O jogador nega as acusações e poderá recorrer em liberdade. A defesa afirmou ter recebido a condenação com surpresa e informou que pretende recorrer ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR).

O caso envolve duas denúncias feitas pela mesma mulher. De acordo com os relatos apresentados no processo, em uma das situações o atleta teria segurado os braços e tapado a boca da vítima para impedir que ela resistisse durante um ato sexual.

Em outra denúncia, também relacionada a 2024, a mulher afirmou que teria sido agredida pelo jogador com tapas e um soco na região da costela.

A sentença estabeleceu seis anos e seis meses de prisão para cada crime, totalizando os 13 anos de condenação. Durante o processo, o Ministério Público chegou a pedir a absolvição do jogador, alegando haver divergências entre as versões apresentadas.

A juíza Taís de Paula Scheer, porém, entendeu que as provas reunidas no processo eram suficientes para fundamentar a condenação. A defesa de Léo Derik contestou a decisão e destacou que ela ainda não é definitiva, já que foi tomada em primeira instância.

Segundo os advogados, antecipar um julgamento de culpabilidade antes da análise dos recursos poderia desconsiderar o princípio da presunção de inocência. A defesa afirmou que levará o caso ao TJ-PR e espera uma nova avaliação das provas.

Athletico-PR se manifesta

O Athletico-PR informou que tomou conhecimento da decisão judicial e que irá respeitar o andamento do processo. O clube afirmou que, como o caso tramita em segredo de Justiça, não irá comentar o conteúdo da ação nem os fatos discutidos no processo.

O Athletico também ressaltou que a decisão é de primeira instância e ainda pode ser contestada por meio de recurso, além de destacar que o clube não é parte no processo.

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