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Panorama

Polícia prende homem que enforcou jovem durante assalto em Duque de Caxias

— Foto: Reprodução

 

A Polícia Civil prendeu nesta quarta-feira (12) Alison da Cruz Santana Aleixo, apontado como o homem que assaltou e enforcou uma estudante de 18 anos em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O crime aconteceu na manhã de segunda-feira (10), na Rua Itaboraí, no bairro Parque Lafaiete, e foi registrado por uma câmera de segurança.

Nas imagens, um Fiat Uno para ao lado da jovem. Alison desce do veículo, anuncia o assalto e exige o celular. A estudante tenta evitar a entrega do aparelho e chega a implorar para que o criminoso não leve o telefone.

“Por favor, por favor, moço, pelo amor de Deus! Eu só tenho esse telefone, por favor!”, diz a vítima durante a abordagem.

Mesmo após os pedidos, o homem segura a jovem pelo pescoço e consegue tomar o celular. Segundo o relato prestado pela vítima à polícia, o assaltante também estava armado com um revólver. Depois do roubo, ela aparece nas imagens chorando e bastante abalada.

A investigação da 59ª DP, em Duque de Caxias, conseguiu identificar o veículo utilizado no crime. O Fiat Uno Attractive 1.0 está registrado no nome do pai de Alison. Na delegacia, o homem reconheceu o carro e também identificou o próprio filho nas imagens do assalto.

De acordo com o depoimento, o pai havia comprado o veículo para que Alison trabalhasse como motorista de aplicativo. Ele também contou aos policiais que o filho havia deixado o sistema prisional recentemente e vinha recebendo apoio da família para tentar reconstruir a vida fora da criminalidade.

Homem foi acusado injustamente nas redes sociais

A repercussão do assalto provocou ainda outro problema. Enquanto as imagens do crime eram compartilhadas nas redes sociais e em aplicativos de mensagens, uma fotografia começou a circular como se fosse do autor do roubo.

A imagem, porém, havia sido produzida e manipulada com inteligência artificial. O rosto atribuído ao criminoso era, na verdade, de Victor Hugo Mello de Castro, um ajudante de caminhão que trabalha na Ceasa, em Irajá, na Zona Norte do Rio.

Victor começou a receber mensagens de amigos e conhecidos que o associavam ao assalto. Sem qualquer envolvimento com o crime, ele procurou a 59ª DP para esclarecer a situação e registrou uma ocorrência.

À polícia, o trabalhador afirmou que possui emprego formal e que estava trabalhando no momento em que o assalto aconteceu. Ele também relatou ter ficado preocupado com sua segurança depois que a imagem começou a circular e pessoas passaram a associá-lo a um crime que não cometeu.

A investigação confirmou que a fotografia compartilhada nas redes sociais não correspondia ao verdadeiro autor do assalto. A falsa identificação aconteceu antes que a polícia conseguisse prender o suspeito.

O delegado Marcio Esteves fez um alerta sobre o perigo de divulgar imagens manipuladas por inteligência artificial para tentar identificar criminosos. Segundo ele, uma pessoa inocente pode ser confundida com o autor de um crime e sofrer consequências por algo que não fez.

A orientação da polícia é que, mesmo quando alguém pretende ajudar uma investigação, não publique ou compartilhe imagens modificadas por inteligência artificial como se fossem registros reais de suspeitos. A identificação de criminosos deve ser feita pelas autoridades responsáveis pela investigação.

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