
Os corpos de três turistas colombianas que morreram na queda de um helicóptero na região da Vista Chinesa, na Floresta da Tijuca, ainda aguardam identificação. A Polícia Civil do Rio de Janeiro espera receber do governo da Colômbia documentos que auxiliem no reconhecimento das vítimas.
O acidente aconteceu na manhã de sábado (8), durante um voo panorâmico pela cidade. As colombianas Rocio Cubillos, de 59 anos, Wendy Manrique, de 37, e Sofia Murillo, de 17, eram da mesma família. Wendy era filha de Rocio, enquanto Sofia era filha de Wendy e neta de Rocio.
Os corpos permanecem no Instituto Médico-Legal (IML), no Centro do Rio. De acordo com a Polícia Civil, a identificação depende da conclusão dos exames periciais.
O único corpo reconhecido até o momento é o do piloto Alessandro Rocha. O sepultamento dele está marcado para esta segunda-feira (10), em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.
Família estava no Rio para passeio
As três colombianas viajavam pelo Rio acompanhadas de outros familiares. O grupo contratou um passeio turístico com a empresa Voo Rio Panorâmico (VRP) e se dividiu para realizar os voos.
Rocio, Wendy e Sofia embarcaram primeiro. A aeronave retornaria posteriormente ao Aeroporto de Jacarepaguá para buscar os demais integrantes da família, entre eles Laura, que estava comemorando aniversário.
Antes que o segundo grupo pudesse embarcar, os familiares receberam a notícia da queda. Victor Manrique, filho de Rocio e irmão de Wendy, falou sobre o impacto da tragédia. Ele lamentou ter perdido a mãe, a irmã e a sobrinha no mesmo acidente.
O filho do piloto, Sven Rocha dos Santos, também se manifestou sobre a morte do pai e contou que Alessandro havia começado a realizar o sonho de trabalhar como piloto havia pouco tempo.
Helicóptero caiu durante voo panorâmico
A aeronave decolou do Aeroporto de Jacarepaguá por volta das 11h de sábado para um passeio turístico com sobrevoo por pontos conhecidos do Rio, incluindo a região do Cristo Redentor.
O helicóptero caiu em uma área de mata fechada próxima à Vista Chinesa, na Floresta da Tijuca. Após a queda, a aeronave pegou fogo. Os bombeiros encontraram os corpos das quatro pessoas que estavam a bordo.
O helicóptero era um Robinson R44, de prefixo PP-MFS, pertencente à empresa responsável pelo passeio. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave tinha certificado de aeronavegabilidade válido e autorização para realizar voos panorâmicos.
Cenipa e Polícia Civil investigam acidente
As circunstâncias que levaram à queda ainda são investigadas. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) conduz a apuração para determinar as causas do acidente.
A investigação também é acompanhada pela Polícia Civil, por meio da 19ª DP (Tijuca), que busca esclarecer as circunstâncias da queda.



