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Panorama

MPE pede à Justiça Eleitoral impugnação da candidatura de João Drumond à Alerj

João Drumond é vice-presidente da Imperatriz Leopoldinense
Nelson Malfacini/Divulgação

 

O Ministério Público Eleitoral (MPE) entrou com uma ação para tentar impedir que João Drumond (PRD) dispute uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nas eleições de 2026. O pedido de impugnação foi apresentado à Justiça Eleitoral e ainda será analisado.

João Drumond é empresário, vice-presidente da Imperatriz Leopoldinense e diretor financeiro da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa). Ele é neto do contraventor Luizinho Drumond e está fazendo sua estreia em eleições.

Na ação, o MPE cita investigações que apuram possíveis relações do candidato com o jogo do bicho e organizações criminosas. O órgão também aponta informações de inteligência que, segundo a manifestação, indicariam aproximações entre Drumond e lideranças comunitárias de regiões onde há atuação do Comando Vermelho.

Outro ponto mencionado pelos procuradores é a relação política do candidato com uma pré-candidata à Câmara dos Deputados que seria casada com um homem apontado pelas investigações como integrante da facção e que estaria foragido.

Para fundamentar o pedido, o Ministério Público utilizou informações produzidas pela Coordenadoria de Inteligência do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) e elementos de investigações realizadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Caso o pedido seja aceito pela Justiça Eleitoral, Drumond poderá ter o registro de candidatura negado e ficar impedido de concorrer ao cargo de deputado estadual.

No registro apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato declarou patrimônio de R$ 875 mil.

Candidato nega envolvimento

João Drumond contestou as acusações apresentadas pelo Ministério Público. Em nota, classificou a ação como “caluniosa” e afirmou estar confiante de que a Justiça Eleitoral não acolherá o pedido de impugnação.

O candidato declarou que nunca teve participação no jogo do bicho e negou qualquer vínculo com facções criminosas ou outras organizações ilegais. Segundo Drumond, as acusações apresentadas pelo MPE seriam baseadas em narrativas sem provas e serão esclarecidas durante o andamento do processo.

 

 

 

Informações: ODia.

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