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Panorama

Justiça determina soltura do último torcedor do Peñarol preso após confusão no Rio

Torcedores do Peñarol na Cidade da Polícia em outubro de 2024. — Foto: Reprodução

 

A Vara de Execuções Penais (VEP) do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou a libertação de Ezequel Rodrigues, de 30 anos, último torcedor do Peñarol que permanecia preso em decorrência dos tumultos registrados no Recreio dos Bandeirantes, em outubro de 2024.

Com a decisão judicial, o uruguaio está autorizado a retornar ao seu país, desde que informe à Justiça brasileira seu endereço e mantenha os dados atualizados.

Ezequel fazia parte de um grupo de 21 torcedores do clube uruguaio que permaneceram presos após os episódios de violência ocorridos antes da partida de ida da semifinal da Copa Libertadores entre Botafogo e Peñarol.

Os envolvidos responderam por crimes como dano ao patrimônio, associação criminosa, corrupção de menores e participação em rixa.

Confusão deixou feridos e provocou destruição

Segundo a Polícia Militar, a confusão teve início na tarde de 23 de outubro de 2024, após um torcedor ser acusado de furtar um telefone celular em uma padaria no Recreio dos Bandeirantes.

O episódio rapidamente evoluiu para confrontos entre torcedores e policiais. Durante o tumulto, grupos utilizaram paus, pedras, garrafas e outros objetos para atacar agentes de segurança e até banhistas que estavam na região.

Quiosques foram depredados, mesas e estruturas metálicas foram usadas como armas improvisadas, enquanto uma motocicleta e um ônibus de excursão acabaram incendiados. O trânsito na Avenida Lúcio Costa precisou ser interditado por questões de segurança.

Ao todo, 283 torcedores uruguaios foram conduzidos pelas forças de segurança. Uma arma de fogo também foi apreendida durante a operação, e sete pessoas receberam atendimento médico por causa dos ferimentos sofridos na confusão.

Decisão judicial

Na decisão, a juíza Daniele Lima Pires Barbosa acolheu o pedido da defesa, que argumentou que Ezequel Rodrigues não possui vínculos familiares ou patrimoniais no Brasil e deixou de contar com recursos financeiros para permanecer no país enquanto aguardava o desfecho do processo.

De acordo com o advogado Eduardo Theodoro, responsável pela defesa do torcedor, a libertação encerra uma série de medidas judiciais adotadas desde as prisões ocorridas em outubro de 2024, incluindo ações penais, habeas corpus e outros pedidos apresentados em favor dos torcedores do Peñarol.

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