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Panorama

MPRJ desmonta bingo clandestino ligado à nova cúpula do jogo do bicho na Tijuca

Divulgação/MPRJ

 

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) realizou, na manhã desta quinta-feira (6), uma operação contra um bingo clandestino localizado na Rua Conde de Bonfim, na Tijuca, Zona Norte da capital. O estabelecimento é apontado pelas investigações como parte do esquema financeiro da chamada nova cúpula do jogo do bicho.

Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, foram recolhidas 99 máquinas caça-níqueis, além de R$ 12.844 em dinheiro. A ordem judicial foi expedida pela 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa.

Segundo o MPRJ, a ação busca ampliar as investigações, reunir novas provas e identificar outros integrantes envolvidos na organização criminosa.

As apurações são conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e tiveram início após a análise do conteúdo de celulares apreendidos na Operação Fissão, deflagrada em outubro de 2024. De acordo com o Ministério Público, mensagens encontradas nos aparelhos indicaram a atuação conjunta de Rogério de Andrade, Vinicius Drumond e Adilson Filho, conhecido como Adilsinho, apontados como líderes do grupo.

Com o avanço das investigações, relatórios de inteligência identificaram uma rede de bingos clandestinos ligada à organização. Em uma operação anterior, realizada em um imóvel na Rua Maxwell, em Vila Isabel, agentes já haviam apreendido 48 máquinas caça-níqueis e diversos equipamentos utilizados na exploração ilegal de jogos de azar.

A operação desta quinta contou com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do MPRJ, da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), da Polícia Civil, além do Núcleo de Apoio às Operações Especiais (Naoe), vinculado ao Comando de Operações Especiais (COE) da Polícia Militar.

Investigados

Rogério de Andrade está preso desde 2024 na Penitenciária Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Ele responde por acusações relacionadas ao assassinato de Fernando Iggnácio, ocorrido em 2020, em meio à disputa pelo controle de pontos de exploração do jogo do bicho.

Adilsinho foi preso em fevereiro deste ano durante uma operação conjunta das polícias Federal e Civil, em uma residência de alto padrão em Cabo Frio, na Região dos Lagos. Além de ser investigado por integrar a organização criminosa, ele é apontado como um dos principais produtores e distribuidores de cigarros falsificados no estado.

Já Vinicius Drumond é filho do contraventor Luizinho Drumond, que comandava a exploração do jogo do bicho na região da Leopoldina até sua morte, em 2020. Considerado sucessor do pai, Vinicius também atuava no Carnaval carioca, tendo ocupado o cargo de vice-presidente executivo da Imperatriz antes de renunciar, em fevereiro deste ano, após se tornar alvo das investigações. Ele também é patrono da escola de samba Em Cima da Hora.

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