
Um policial penal foi preso na manhã desta segunda-feira (3) durante uma operação das polícias Civil e Penal contra um grupo investigado por facilitar a entrada de drogas, celulares e outros materiais proibidos em unidades do sistema prisional do Rio de Janeiro. A ofensiva acontece na capital e na Região Metropolitana e, até o momento, três pessoas foram presas.
Ao todo, os agentes cumprem quatro mandados de prisão temporária e dez de busca e apreensão. A ação é coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE), com apoio da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Penal (SIPP).
O principal alvo é o policial penal Wagner Jardim Dias, apontado pelas investigações como responsável por permitir a entrada dos materiais ilícitos nos presídios. Também foram presas Isadora Cristina Moraes da Silva e Larissa da Silva Santiago.
Segundo a Polícia Civil, a organização criminosa possuía uma estrutura definida, com funções distribuídas entre os integrantes. O esquema contava com visitantes cadastradas, colaboradores externos e o servidor investigado, que teria utilizado o cargo para facilitar o ingresso de drogas, aparelhos celulares e acessórios destinados a detentos ligados a facções criminosas.
A investigação teve início após a descoberta de uma tentativa frustrada de introduzir uma grande quantidade de entorpecentes, celulares e acessórios em uma unidade prisional. A partir desse episódio, policiais civis e penais passaram a atuar em conjunto, realizando levantamentos de inteligência, análise de imagens de câmeras de segurança, diligências, cruzamento de informações e investigação financeira, o que permitiu identificar os suspeitos e a dinâmica do esquema.
As investigações também identificaram movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda do policial penal. Conforme um Relatório de Inteligência Financeira, Wagner Jardim Dias recebeu R$ 259.600,14 em transferências sem justificativa econômica aparente em um curto intervalo de tempo, além de outras operações classificadas como relevantes para a apuração.
Com as provas reunidas, a 1ª Vara das Garantias da Capital autorizou as prisões temporárias e os mandados de busca e apreensão. Segundo a decisão judicial, as medidas são necessárias para evitar a destruição de provas, impedir a comunicação entre os investigados e possibilitar a identificação de outros possíveis integrantes da organização criminosa.
A operação segue em andamento, e as investigações continuam para esclarecer a extensão do esquema e identificar novos envolvidos.


