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Panorama

PMs investigados por ligação com Rogério Andrade perdem benefício da prisão domiciliar e retornam ao presídio

Foram presos Carlos Fernando Dias Chaves, Carlos Magno Mariano de Souza e Waldeci Barbosa Nunes — Foto: Divulgação

Três policiais militares investigados por integrar o esquema de segurança do contraventor Rogério Andrade foram presos novamente nesta terça-feira (28), após a Justiça revogar o benefício da prisão domiciliar. A decisão atende a um pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), que apontou reiterados descumprimentos das medidas cautelares.

A ação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) e da Corregedoria da Polícia Militar.

Voltaram ao sistema prisional Carlos Fernando Dias Chaves, Carlos Magno Mariano de Souza e Waldeci Barbosa Nunes, todos denunciados na Operação Petrorianos, investigação que apura a atuação de um grupo acusado de prestar segurança armada ao bicheiro Rogério Andrade.

Violações motivaram nova prisão

Segundo o Ministério Público, os três deixaram de cumprir diversas obrigações estabelecidas pela Justiça para permanecerem em casa. Entre as irregularidades estão deslocamentos sem autorização durante horários em que deveriam permanecer recolhidos, inclusive no período noturno e aos fins de semana.

Um dos investigados, Carlos Fernando Dias Chaves, também apresentou problemas frequentes no monitoramento eletrônico. Conforme o Gaeco, a tornozeleira descarregou em diferentes ocasiões, chegando a permanecer desligada por mais de 72 horas, impedindo o acompanhamento de sua localização.

Para os promotores, a sequência de violações demonstrou que os acusados não respeitaram as condições impostas para responder ao processo fora da prisão, tornando necessária a retomada da custódia preventiva.

Deflagrada em março de 2024, a Operação Petrorianos investiga uma organização criminosa que, de acordo com o Ministério Público, era formada por agentes de segurança responsáveis por proteger e atender interesses de Rogério Andrade.

Na primeira etapa da operação, foram cumpridos 20 mandados de prisão e 50 de busca e apreensão. Entre os alvos estavam policiais militares da ativa e um policial penal.

A segunda fase, realizada neste ano, teve como principal alvo o próprio Rogério Andrade, além de policiais militares aposentados apontados como integrantes da organização.

Ao todo, 31 pessoas foram denunciadas por suposta participação no grupo criminoso.

Rogério Andrade está em presídio federal

Rogério Andrade permanece preso desde novembro de 2024 na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS). Ele responde como acusado de ordenar a morte do contraventor Fernando Iggnácio, executado em uma emboscada no Recreio dos Bandeirantes, em novembro de 2020.

As investigações apontam que a disputa entre Rogério Andrade e o grupo rival pelo controle da contravenção no estado provocou uma sequência de homicídios ao longo dos últimos anos, incluindo assassinatos de pessoas ligadas às forças de segurança.

Essa versão muda a ordem dos fatos, elimina trechos copiados da matéria original e cria uma narrativa própria, no estilo de reportagem produzida por redação, sem apenas reescrever frase por frase.

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