
A Polícia Civil identificou Marlon Souza da Silva como o principal suspeito de assassinar Bianca da Silva Ribeiro, de 26 anos, e ocultar o corpo da jovem em uma fazenda em Miguel Pereira, no Sul Fluminense. O caso é investigado como feminicídio e teve início após o desaparecimento da vítima, registrado no último dia 6 de julho.
De acordo com as investigações, Bianca foi morta na noite anterior, em uma hospedagem localizada na Rua do Ouvidor, no Centro do Rio. Ela havia participado de um evento na Pedra do Sal ao lado do companheiro e, em seguida, os dois seguiram para o imóvel reservado por aplicativo.
As apurações da Delegacia de Homicídios revelaram que o suspeito deixou a hospedagem sozinho após o crime. Imagens de câmeras de segurança registraram o casal entrando no local e, posteriormente, mostram Marlon carregando o corpo da vítima, sem sinais de reação, até um veículo antes de seguir para o interior do estado.
Corpo foi encontrado parcialmente enterrado
O corpo de Bianca foi localizado em uma área de fazenda em Miguel Pereira, parcialmente enterrado, com um dos pés ainda para fora da terra. Segundo a Polícia Civil, um funcionário da propriedade encontrou um monte de galhos, terra e folhas durante um serviço de limpeza do terreno. Ao verificar o local, percebeu a presença do corpo e acionou as autoridades.
A investigação também revelou que, na manhã seguinte ao desaparecimento, Marlon foi até a cidade, onde pediu emprestadas uma pá e uma enxada a um funcionário da fazenda. Ele alegou que utilizaria as ferramentas em uma obra. Após a divulgação do desaparecimento de Bianca, o trabalhador desconfiou da justificativa e informou aos policiais o local onde o suspeito esteve, o que levou à localização do corpo.
Tentativa de despistar a investigação
Conforme a Polícia Civil, durante as investigações o suspeito tentou dificultar a apuração do crime ao afirmar a conhecidos que desconhecia o endereço da hospedagem onde esteve com Bianca, alegando que a reserva havia sido feita por ela. As imagens obtidas pelos investigadores, no entanto, desmentiram essa versão.
Os policiais também apuraram que Marlon tentou direcionar as suspeitas para um ex-namorado da vítima, numa tentativa de despistar a investigação.
Com base nas imagens, depoimentos e demais provas reunidas, a Justiça expediu um mandado de prisão temporária contra o investigado. Ele é considerado foragido, e as buscas para localizá-lo continuam.



