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Panorama

Fernandinho Beira-Mar integra lista dos EUA de grandes traficantes internacionais desde 2002

O traficante Fernandinho Beira-Mar — Foto: Reprodução de vídeo

O traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, está na lista de grandes narcotraficantes internacionais do governo dos Estados Unidos desde 31 de maio de 2002. A inclusão ocorreu com base na Foreign Narcotics Kingpin Designation Act, legislação americana que permite impor sanções econômicas a pessoas apontadas como líderes do tráfico internacional de drogas.

A medida, adotada durante o governo do então presidente George W. Bush, tem como objetivo bloquear bens, restringir operações financeiras e dificultar o acesso dos investigados ao sistema econômico dos Estados Unidos. Além das sanções, os alvos também podem ser investigados e processados por autoridades americanas.

Lista da OFAC, dos EUA, tem Fernandinho Beira-Mar e Leonardo Dias de Mendonça, apontado como seu sócio — Foto: Arte de Renata Amoedo

Segundo documentos do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), vinculado ao Departamento do Tesouro dos EUA, Beira-Mar é acusado de envolvimento com o tráfico internacional de cocaína e de conspiração criminosa. Embora o nome do traficante apareça grafado de forma incorreta nos registros oficiais, as informações permitem identificá-lo sem dúvidas.

Outro brasileiro incluído na lista é Leonardo Dias de Mendonça, apontado pelas autoridades americanas como aliado de Beira-Mar. Ambos foram investigados pela Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA) por suposta atuação no envio de cocaína para o mercado americano em parceria com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), grupo guerrilheiro colombiano.

Apesar da inclusão na relação de grandes narcotraficantes internacionais, Beira-Mar não recebeu a classificação de terrorista aplicada posteriormente às facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC).

O jornal Extra informou que procurou o Departamento do Tesouro, o FBI e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos para saber se a classificação de Beira-Mar poderia ser revista após a designação do Comando Vermelho como organização terrorista, mas não obteve resposta dos órgãos americanos.

Informações: Extra

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