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Panorama

Pastor Márcio Poncio deixa prisão e passa a cumprir domiciliar por decisão de Moraes

Márcio Poncio
Reprodução de internet

O pastor e empresário Márcio Poncio deixou o Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, conhecido como Bangu 8, no Complexo Penitenciário de Gericinó, na tarde des domingo (12), após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que substituiu a prisão preventiva por prisão domiciliar.

Preso pela Polícia Federal no último dia 2, durante a quinta fase da Operação Unha e Carne, Poncio é investigado por suposta ligação com um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo a chamada “Máfia do Cigarro” e integrantes do jogo do bicho. A investigação também tem como alvos o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, e o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, que permanecem presos.

Na decisão, Moraes levou em consideração o quadro de saúde do pastor, diagnosticado com retocolite ulcerativa grave e submetido à retirada do intestino grosso e do reto, além da necessidade de tratamento contínuo. O ministro também citou a gravidez de alto risco da esposa de Poncio para justificar a substituição da prisão.

Apesar de deixar o sistema prisional, Márcio Poncio terá de cumprir uma série de medidas cautelares. Entre elas estão o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de manter contato com outros investigados, a vedação do uso de redes sociais e a entrega dos passaportes. A decisão também determina a suspensão de eventuais registros de porte de arma de fogo em seu nome.

A Polícia Federal investiga a existência de um esquema de lavagem de dinheiro ligado à nova cúpula do jogo do bicho e apura possíveis conexões com agentes públicos dos poderes Executivo e Legislativo do Rio de Janeiro.

A quinta fase da Operação Unha e Carne é um desdobramento da Operação Fumus, deflagrada em 2021 para investigar o monopólio da venda ilegal de cigarros no estado. Segundo a PF, planilhas apreendidas durante as investigações apontam supostos pagamentos ilícitos, doações eleitorais e movimentações financeiras suspeitas que podem envolver agentes políticos fluminenses. As apurações seguem em andamento.

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