Panorama

Polícia Civil faz nova fase da Operação VAR e investiga manipulação de resultados no Campeonato Carioca

Atualmente, Sidney de Freitas Pages é zagueiro do Dibrados FC um time da Kings League — Foto: Divulgação

 

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, na manhã desta segunda-feira (6), a terceira fase da Operação VAR, que apura um esquema de manipulação de resultados em partidas da Série B do Campeonato Carioca, além de possíveis crimes de lavagem de dinheiro.

Entre os investigados está o zagueiro Luiz Gustavo Lopes dos Santos, atualmente jogador do Olaria. Ele foi levado para prestar depoimento após ser alvo de um mandado de busca. Outro nome citado na investigação é o zagueiro Sidney de Freitas Pages, conhecido como Sidão, que atualmente defende o Dibrados F.C., equipe da Kings League. Na época dos fatos investigados, Luiz Gustavo atuava pela Portuguesa-RJ, enquanto Sidão jogava pelo Nova Iguaçu.

Agentes da Delegacia do Consumidor (Decon) cumpriram três mandados de busca e apreensão em endereços localizados nos bairros de Bangu, na Zona Oeste, e Maré, na Zona Norte da capital, além da sede do Nova Iguaçu Futebol Clube, na Baixada Fluminense.

As investigações tiveram início em 2024, após uma denúncia apresentada pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), que apontou suspeitas de irregularidades em partidas disputadas no estado.

Segundo a Polícia Civil, Luiz Gustavo é investigado por, supostamente, ter recebido de forma proposital um cartão amarelo durante a partida entre Portuguesa e Nova Iguaçu, válida pela sexta rodada da primeira fase da Série B do Campeonato Carioca, disputada em fevereiro deste ano, no Estádio Luso-Brasileiro. A suspeita é de que a advertência tenha sido previamente combinada para beneficiar apostadores em plataformas de apostas esportivas.

Os investigadores apuram um possível esquema de “microapostas”, modalidade em que os ganhos não dependem apenas do resultado final da partida, mas também de acontecimentos específicos, como cartões, faltas e escanteios.

Durante a operação, foram apreendidos materiais que passarão por perícia e poderão auxiliar na identificação de outros participantes e no esclarecimento da atuação de cada investigado.

Em junho deste ano, Luiz Gustavo e Sidão já haviam sido punidos pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ). Ambos receberam suspensão de 365 dias por entender que houve atuação deliberada para prejudicar suas equipes. A decisão ainda cabe recurso.

Na mesma sessão de julgamento, o presidente da Portuguesa, Marcelo Gonçalves, e o supervisor Muniz foram multados em R$ 5 mil cada por falta de colaboração com a Justiça Desportiva.

Após a ação policial, Luiz Gustavo publicou um vídeo nas redes sociais negando qualquer envolvimento no esquema investigado. Na gravação, posteriormente apagada, o atleta afirmou que não participou de nenhuma irregularidade e declarou que caberá à Justiça comprovar qualquer acusação contra ele. Ele também disse que não pode ser responsabilizado pelas apostas feitas por terceiros.

A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a apuração sobre o esquema de manipulação de resultados e lavagem de dinheiro.

 

 

 

Informações G1.

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