
A delegada Maria Corsato, que participou de uma das investigações envolvendo a influenciadora Deolane Bezerra, registrou um boletim de ocorrência por difamação contra Solange Bezerra, mãe da advogada. A medida foi tomada após publicações nas redes sociais em que Solange acusa a policial de receber propina, praticar extorsão e favorecer criminosos.
Segundo Maria Corsato, a irmã de Deolane, Dayanne Bezerra, também poderá ser incluída na ocorrência caso seja confirmada a republicação das acusações feitas pela mãe. A delegada afirmou que verificaria o compartilhamento do conteúdo ao retornar à delegacia.
De acordo com a policial, o registro foi feito com base no artigo 139 do Código Penal, que trata do crime de difamação. Ela explicou ainda que o caso pode ter agravantes por envolver ofensas direcionadas a uma agente pública em razão do exercício da função e por terem sido divulgadas em redes sociais, o que amplia o alcance das declarações.
Maria Corsato informou que também solicitou a abertura de um inquérito para apurar como Solange teve acesso a seus dados pessoais. Segundo a delegada, um ofício deverá ser encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para identificar quem consultou uma certidão contendo suas informações. Ela também pretende apurar a alegação de que policiais teriam repassado dados à mãe de Deolane.
As acusações foram feitas por Solange Bezerra em uma sequência de vídeos publicados nos Stories do Instagram. Nas postagens, ela afirmou que Maria Corsato utilizaria o cargo para “extorquir”, “receber propina” e “proteger bandidos”. Também declarou que a delegada responderia a processos administrativos por suposta má conduta e citou o caso do empresário Thiago Brennand ao questionar a atuação da policial.
Além disso, Solange acusou Maria Corsato de ter uma “fixação” por Deolane Bezerra, alegando que a delegada estaria usando o caso para ganhar visibilidade.
Desde a prisão de Deolane Bezerra, em maio deste ano, Maria Corsato tem concedido entrevistas sobre as investigações envolvendo a influenciadora. Deolane está presa na Cadeia Feminina de Tupi Paulista (SP), investigada por suposta lavagem de dinheiro para o PCC. A defesa da advogada nega qualquer envolvimento dela com a facção criminosa.


