
O prazo da prisão domiciliar temporária do ex-presidente Jair Bolsonaro termina na próxima quinta-feira (25). A continuidade do benefício dependerá de decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelo caso.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde março, quando Moraes autorizou a medida por 90 dias devido ao estado de saúde do ex-presidente, que havia sido internado com broncopneumonia. A decisão teve parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A defesa pediu autorização para novos exames médicos, alegando necessidade de acompanhar problemas respiratórios e gastrointestinais, além do agravamento de crises de soluço. O relatório médico também aponta episódios de fadiga e alterações no equilíbrio.
Outro fator que pode influenciar a decisão é a apreensão de uma pistola registrada em nome de Bolsonaro durante uma blitz no Distrito Federal. A arma estava com um militar responsável por sua segurança. Segundo a defesa, o equipamento havia sido deixado inoperante pela equipe de segurança, sem conhecimento do ex-presidente, devido aos medicamentos que poderiam afetar sua cognição.
Especialistas avaliam que a apreensão pode ser considerada uma falta grave, mas destacam que o quadro de saúde e a idade de Bolsonaro ainda podem justificar a manutenção da prisão domiciliar, possivelmente com novas condições impostas pelo STF.
Atualmente, o ex-presidente permanece monitorado por tornozeleira eletrônica e está sujeito a restrições como proibição de manifestações nas proximidades da residência, uso de redes sociais e visitas de políticos. Apenas familiares, advogados e médicos estão autorizados a entrar no local.



