
A Polícia Federal prendeu, durante a Operação Red Fox, um dos principais fornecedores de armas do Comando Vermelho (CV), investigado por movimentar cerca de R$ 150 milhões em um esquema de tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro. Arnaldo Ribeiro foi localizado no Suriname e extraditado para o Brasil, onde teve a prisão cumprida ao desembarcar em Belém (PA).
Segundo as investigações da PF e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal (Gaeco/MPF), Arnaldo negociou a compra de 10 fuzis AK-47 para a facção criminosa. A esposa dele, Denise Mendonça, também foi presa e apontada como responsável pela logística e pela movimentação financeira do esquema.
Ao todo, a operação cumpriu quatro prisões e busca capturar outros nove investigados. A Justiça Federal também determinou o bloqueio de R$ 500 milhões em bens e a suspensão das atividades de empresas de fachada utilizadas para ocultar recursos ilícitos.
Entre os foragidos estão Edgard Alves Andrade, conhecido como Doca e apontado como um dos chefes do Comando Vermelho, além de Rosemberg da Silva Medeiros Gomes, o Berg, e Silvio Andrade Costa, o Barriga.
De acordo com a PF, Doca teria ordenado a compra do armamento, enquanto Berg realizava pagamentos fracionados a Arnaldo. Já Barriga enviou dados bancários e uma chave Pix utilizada para depósitos relacionados à negociação das armas.
Além do casal preso no Suriname, um operador financeiro foi detido no Rio de Janeiro por movimentar recursos do grupo criminoso, e outro investigado foi preso em Tabatinga (AM), suspeito de utilizar uma empresa para facilitar pagamentos ligados ao tráfico internacional de drogas e armas.



