Panorama

Menino de 11 anos morre após internação por suspeita de envenenamento na Baixada Fluminense

Cartaz da família pedindo justiça para o caso de Arthur — Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

O menino Arthur de Mello da Silva, de 11 anos, morreu nesta quinta-feira (11) após permanecer internado por cerca de dez dias no Hospital Estadual Ricardo Cruz, em Nova Iguaçu. A criança estava hospitalizada desde o início do mês após apresentar um grave quadro de saúde com suspeita de envenenamento.

A informação foi confirmada pela família. Segundo relatos, Arthur sofreu uma parada cardíaca e não resistiu. A direção da unidade hospitalar também lamentou a morte do garoto.

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), que apura a possibilidade de contaminação proposital. Os agentes aguardam a conclusão de exames toxicológicos e periciais que poderão indicar quais substâncias foram ingeridas pela vítima.

De acordo com familiares, Arthur começou a passar mal após participar de uma comemoração realizada no dia 31 de maio, durante o aniversário da avó materna. Na ocasião, ele teria consumido um pedaço de bolo antes de apresentar os primeiros sintomas.

A suspeita de envenenamento foi formalizada pelo pai da criança, Ademir de Mello, que registrou ocorrência na 64ª DP (São João de Meriti). Segundo ele, existe a possibilidade de o menino ter ingerido uma substância conhecida popularmente como “chumbinho”, produto frequentemente comercializado de forma ilegal como raticida.

Nos últimos dias, familiares relataram que o estado de saúde de Arthur era considerado extremamente grave. Segundo o pai, o menino apresentava um quadro de inchaço cerebral e respondia de forma limitada aos tratamentos médicos.

Abalada, a mãe da criança, Lindiane da Silva, tem cobrado esclarecimentos sobre o caso e pede que os responsáveis sejam identificados.

Em nota, a Polícia Civil informou que nenhuma hipótese foi descartada até o momento. Além da análise dos laudos médicos e toxicológicos, testemunhas deverão ser ouvidas para auxiliar na apuração dos fatos.

As investigações seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias que levaram à morte do menino.

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