
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta segunda-feira (8), uma operação contra uma organização criminosa especializada em fraudes em plataformas de comércio eletrônico. Segundo as investigações, o grupo é suspeito de causar um prejuízo estimado em R$ 11,7 milhões a grandes empresas do setor varejista.
A ação foi coordenada por agentes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), com apoio do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE). Ao todo, foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão nos municípios de Belford Roxo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Niterói, São Gonçalo e também na capital fluminense.
De acordo com a Polícia Civil, a quadrilha utilizava dados pessoais de terceiros para criar cadastros fraudulentos em plataformas digitais de grandes varejistas. Com essas informações, os criminosos realizavam compras indevidas e direcionavam os produtos para endereços ligados ao grupo.
Durante as investigações, a análise técnica realizada pela DRF identificou mais de 12 mil transações fraudulentas efetivamente concluídas e cerca de 73 mil pedidos suspeitos relacionados ao esquema criminoso. Segundo os investigadores, os sistemas de prevenção a fraudes das empresas conseguiram bloquear aproximadamente 60 mil dessas tentativas, reduzindo parte dos prejuízos.
O delegado Thiago Neves explicou que o trabalho investigativo permitiu identificar os responsáveis pelas operações fraudulentas por meio do rastreamento de endereços de conexão utilizados nas transações.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam celulares, notebooks, tablets e outros equipamentos eletrônicos que serão submetidos à perícia. O material poderá auxiliar na identificação de outros integrantes da organização criminosa, bem como revelar detalhes sobre a estrutura financeira e logística utilizada pelo grupo.
Segundo a Polícia Civil, a operação tem como objetivo aprofundar as investigações, identificar possíveis lideranças da quadrilha e responsabilizar criminalmente todos os envolvidos no esquema.
As investigações continuam e novas diligências não estão descartadas.


