
O Palácio do Planalto trabalha com a expectativa de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenham algum tipo de encontro durante a cúpula do G7, marcada para acontecer entre os dias 15 e 17 de junho, na França.
Mesmo sem a confirmação oficial de uma reunião bilateral, integrantes do governo brasileiro consideram praticamente inevitável uma conversa entre os dois líderes diante da relevância do evento e dos temas que atualmente envolvem as relações entre Brasil e Estados Unidos.
A participação de Lula no encontro foi confirmada nesta semana. A decisão ocorre em meio a recentes medidas adotadas pelo governo norte-americano que geraram preocupação em Brasília, incluindo a possibilidade de novas tarifas comerciais e a classificação de organizações criminosas como grupos terroristas.
Durante reunião ministerial realizada no Palácio do Planalto, o presidente afirmou que decidiu comparecer ao encontro internacional diante do cenário global atual, destacando a importância do diálogo entre as nações e da defesa do multilateralismo.
Nos bastidores diplomáticos, o governo brasileiro busca manter canais de comunicação abertos com Washington. Em Paris, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, teve uma conversa com Jamieson Greer, representante da área comercial dos Estados Unidos, durante compromissos ligados à Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Segundo integrantes da diplomacia brasileira, o encontro serviu para reforçar o compromisso de ambos os países em manter o diálogo e buscar entendimento sobre temas de interesse comum.
A expectativa é que novas conversas entre representantes dos governos brasileiro e norte-americano ocorram antes mesmo da abertura oficial da cúpula do G7, preparando o terreno para uma possível aproximação entre Lula e Trump durante o evento.



