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Em meio à crise comercial aberta entre Brasil e Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (2) que pediu pessoalmente ao presidente americano Donald Trump para que empresas brasileiras não fossem atingidas pela proposta de sobretaxação de produtos nacionais.
A declaração ocorre um dia após o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) recomendar a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A medida ainda não é definitiva e poderá entrar em vigor a partir de julho, após consultas públicas e negociações entre os dois países.
Segundo Flávio, o pedido foi feito durante encontros realizados na última semana em Washington. O parlamentar afirmou ter tratado do assunto diretamente com Trump, além do vice-presidente americano, J.D. Vance, e do secretário de Estado, Marco Rubio.
Apesar da proposta anunciada pelo órgão comercial dos Estados Unidos, o senador avaliou que ainda existe espaço para diálogo e defendeu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atue para evitar prejuízos às empresas brasileiras.
Durante entrevista à Rádio Itatiaia, Flávio também associou a iniciativa americana às divergências políticas entre os governos de Brasília e Washington. Para ele, as críticas de Trump estariam direcionadas ao governo Lula, e não ao setor produtivo brasileiro.
A recomendação do USTR foi elaborada após uma investigação iniciada pelo governo americano sobre práticas comerciais adotadas pelo Brasil. O relatório menciona temas como o Pix, políticas ambientais e mecanismos de fiscalização anticorrupção como pontos de preocupação para os Estados Unidos.
Caso a proposta avance, exportadores brasileiros poderão enfrentar novas barreiras para acessar o mercado americano, principal destino de diversos produtos nacionais.



