
A operação dos trens da Região Metropolitana do Rio entrou em uma nova fase. Após o encerramento das atividades da SuperVia, a TrensRJ, empresa criada pelo consórcio Nova Via Mobilidade, iniciou neste fim de semana a administração da malha ferroviária que atende a capital e outros 11 municípios fluminenses.
Antes de assumir integralmente o sistema, a nova operadora realizou um levantamento técnico que identificou diversos desafios estruturais e operacionais. Entre eles estão falhas na automação da sinalização ferroviária, necessidade de manutenção da frota e estações localizadas em áreas com forte influência da criminalidade.
Como parte das medidas adotadas, a empresa passou a utilizar drones equipados com câmeras para monitorar 97 pontos considerados estratégicos ao longo dos trilhos. O objetivo é reforçar a segurança em áreas vulneráveis a furtos, invasões e danos à infraestrutura ferroviária.
O diagnóstico também apontou a existência de 178 ferros-velhos localizados próximos à malha ferroviária, alguns sob suspeita de receber materiais furtados dos trilhos. As informações foram encaminhadas às autoridades responsáveis pelas investigações.
Nesta segunda-feira, primeiro dia útil sob a nova gestão, a previsão é de que 142 trens realizem mais de 700 viagens. A empresa informou ainda que iniciou um plano para melhorar a limpeza das composições, reduzindo o intervalo entre as lavagens e ampliando as ações de conservação da frota.
Para garantir a segurança durante a transição, o Governo do Estado reforçou o policiamento ferroviário nas estações, plataformas e composições. Segundo a Polícia Militar, o efetivo do Grupamento de Policiamento Ferroviário recebeu apoio de outras unidades para intensificar o patrulhamento.
A nova operação terá contrato inicial de cinco anos, com possibilidade de renovação por igual período. A expectativa é que o novo modelo contribua para a recuperação gradual do sistema ferroviário, que atende diariamente cerca de 300 mil passageiros na Região Metropolitana do Rio.


