Panorama

OMS identifica tratamentos e vacinas experimentais contra o Ebola para testes clínicos

©Daniel Buuma

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou a identificação de tratamentos e vacinas experimentais que deverão ser avaliados em ensaios clínicos contra a cepa Bundibugyo do vírus Ebola, responsável por surtos registrados na República Democrática do Congo e em Uganda.

Entre os tratamentos considerados prioritários pela entidade estão o MBP134, desenvolvido pela Mapp Biopharmaceutical, o maftivimab, da Regeneron, e o antiviral remdesivir, da Gilead Sciences. Segundo a OMS, os medicamentos serão analisados em estudos clínicos para avaliar a eficácia e a segurança no combate à doença.

A organização também destacou o antiviral oral experimental obeldesivir como uma possível alternativa para uso pós-exposição em pessoas que tiveram contato com casos confirmados da doença, embora a eficácia dependa de um rastreamento eficiente dos contatos infectados.

No campo das vacinas, a OMS apontou como mais promissora a candidata conhecida como rVSV Bundibugyo, desenvolvida pela Iniciativa Internacional para a Vacina contra a AIDS. Apesar do potencial, a expectativa é que o imunizante ainda leve entre seis e nove meses para estar pronto para testes clínicos em humanos. Outra vacina em desenvolvimento, chamada ChAdOx1 Bundibugyo, criada pela Universidade de Oxford em parceria com o Serum Institute of India, pode estar disponível para testes em até três meses, embora ainda dependa de resultados adicionais em estudos com animais.

Atualmente, não existem vacinas ou tratamentos aprovados especificamente para a cepa Bundibugyo do Ebola. A única vacina licenciada contra a doença, a Ervebo, foi desenvolvida para outra variante do vírus e, segundo a OMS, ainda não possui evidências suficientes de proteção contra a atual cepa em circulação.

De acordo com a OMS, o avanço do surto em regiões afetadas por conflitos armados e dificuldades sanitárias tem aumentado a preocupação internacional. A entidade trabalha em conjunto com autoridades de saúde da República Democrática do Congo, Uganda e parceiros internacionais para acelerar pesquisas e ampliar a resposta ao surto.

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