
O governo federal passou a admitir que terá de negociar com o Congresso Nacional para conseguir avançar na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pretende acabar com a escala de trabalho 6×1 e garantir dois dias de descanso semanal para todos os trabalhadores.
A mudança de postura acontece porque, nos bastidores, cresce a avaliação de que o texto não tem votos suficientes para ser aprovado da forma como está. Por isso, o Executivo agora tenta construir um acordo político mais amplo, que inclua ajustes e principalmente uma regra de transição para viabilizar a implementação da medida sem impacto imediato e brusco nas empresas.
A estratégia do governo é ampliar o apoio no Congresso e reduzir resistências de setores econômicos e parlamentares que criticam a proposta. A regra de transição passou a ser vista como um ponto central das negociações, já que permitiria uma adaptação gradual do novo modelo de jornada de trabalho.
O relatório da PEC ainda está em elaboração e deve ser divulgado na próxima segunda-feira. A partir daí, o texto entra em uma nova fase de articulações, com expectativa de intensificação das negociações entre líderes do governo e parlamentares.
O tema ganhou força no debate político e vem sendo tratado como uma das pautas centrais da agenda trabalhista, com impacto direto nas relações de trabalho no país.


