
O velório do sambista Noca da Portela reuniu familiares, amigos, artistas e admiradores na quadra da Portela, em Madureira, na Zona Norte do Rio, na manhã desta terça-feira (19). O compositor morreu no último domingo (17), aos 92 anos, após complicações causadas por uma infecção pulmonar.
O corpo do baluarte foi velado sob forte comoção, com o caixão coberto pela bandeira da escola de samba e por um chapéu personalizado, acessório marcante de sua trajetória. Diversas coroas de flores também foram enviadas por personalidades, escolas de samba e autoridades, entre elas o prefeito Eduardo Cavaliere.
Durante a cerimônia, familiares destacaram o legado humano e cultural deixado pelo sambista. O neto, Noca Neto, afirmou que o avô transformou o samba em uma mensagem de afeto e resistência.
“O legado dele é de amor. Ele falava que o samba é amor, é alimento do corpo e da alma”, disse.
A neta Danielle Corrêa também relembrou o reconhecimento conquistado pelo artista ao longo da vida e ressaltou a importância histórica de sua trajetória para a cultura brasileira.
Além dos familiares, sambistas e representantes do carnaval participaram da despedida. O cantor e compositor Marquinho de Oswaldo Cruz destacou a importância de Noca para a preservação das tradições do samba.
“Essa geração foi a ponte da ancestralidade com as novas gerações. Cabe agora a nós manter esse legado vivo”, afirmou.
Marquinho também criticou a falta de valorização do samba no Brasil e defendeu maior reconhecimento aos grandes nomes da cultura popular.
O corpo de Noca da Portela será cremado às 16h desta terça-feira (19), no Crematório São Francisco Xavier.



