
A entrega de sete novos respiradores ao Hospital Municipal Mariana Maria de Jesus, em Quissamã, voltou a gerar debates sobre a gestão da Saúde pública no município. O anúncio foi feito pelo prefeito Marcelo Batista nas redes sociais, mas acabou provocando críticas de moradores e questionamentos sobre a demora na aquisição dos equipamentos.
Segundo discussões realizadas na Câmara Municipal, os respiradores teriam sido comprados com recursos de uma emenda parlamentar federal liberada ainda em 2022, no valor de R$ 768 mil. Apesar disso, os aparelhos só chegaram agora, cerca de quatro anos depois.
A demora na entrega dos equipamentos motivou cobranças da população, principalmente por parte de pacientes e familiares que dependem da rede municipal de saúde. Moradores afirmam que faltou transparência sobre a utilização dos recursos públicos e pedem mais clareza nas informações divulgadas pela administração municipal.
“Enquanto eles gravavam vídeo comemorando, muita gente sofreu esperando atendimento”, relatou uma moradora ouvida pela reportagem.
Outro ponto levantado durante sessão na Câmara foi a situação dos antigos respiradores utilizados no hospital. Segundo relatos apresentados no Legislativo, parte dos aparelhos estaria sucateada ou funcionando por meio de locação, aumentando os questionamentos sobre o tempo levado para a substituição.
O tema também entrou no radar dos vereadores, que passaram a cobrar fiscalização mais rigorosa sobre contratos, investimentos e aplicação de emendas parlamentares destinadas à Saúde.
Apesar das críticas, a Prefeitura de Quissamã afirmou que os novos ventiladores mecânicos representam avanço importante para o hospital municipal e devem fortalecer o atendimento de alta complexidade, ampliando a capacidade da unidade e oferecendo mais segurança aos pacientes.
Nas redes sociais, no entanto, a repercussão do anúncio foi marcada por cobranças de moradores por mais prestação de contas e menos ações publicitárias envolvendo serviços considerados essenciais para a população.



