
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) publicou, em edição extra do Diário Oficial desta terça-feira (12), a exoneração de 40 assessores parlamentares e da chefe de gabinete do deputado estadual Thiago Rangel (Avante), preso durante a Operação Unha e Carne, da Polícia Federal.
Segundo a Alerj, a medida foi tomada para cumprir integralmente a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o afastamento do parlamentar de suas funções. A Primeira Turma do STF decidiu manter a prisão preventiva de Thiago Rangel sem possibilidade de votação pela assembleia para revogar a medida.
De acordo com dados divulgados, apenas os salários brutos dos assessores somavam R$ 222.706,22 mensais. Com o salário do deputado, o custo total do gabinete chegava a R$ 257.481,39 por mês, sem contar benefícios como auxílio-alimentação e auxílio-educação.
Em nota, a Alerj informou
“A Mesa Diretora vai cumprir na íntegra as determinações do STF. O parlamentar está afastado de suas funções e seu gabinete será destituído. O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Alerj abrirá um processo disciplinar para apurar o caso”.
Thiago Rangel foi preso durante a quarta fase da Operação Unha e Carne, que investiga suspeitas de fraudes na compra de materiais e contratação de serviços pela Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro.
O suplente que assumirá a vaga é Wellington José, ex-deputado estadual entre 2021 e 2022. Ele recebeu 22.817 votos nas eleições de 2022, quando concorreu pelo Podemos, e atualmente está filiado ao União Brasil.
A Operação Unha e Carne também já atingiu outros nomes da política fluminense. Em dezembro do ano passado, a Alerj chegou a derrubar a prisão do então presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (PL), que posteriormente voltou a ser preso após decisão judicial relacionada ao escândalo do Ceperj.


