
Divulgação
Uma pesquisa do instituto RealTime Big Data divulgada nesta terça-feira (5) aponta um cenário de forte equilíbrio na disputa presidencial. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece tecnicamente empatado com possíveis adversários em simulações de segundo turno, incluindo Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema.
No confronto direto com Flávio Bolsonaro, o senador surge numericamente à frente, com 44% das intenções de voto, contra 43% de Lula — diferença dentro da margem de erro. O levantamento também mostra que ambos oscilaram pouco desde março, mantendo o cenário de empate técnico.
Já nas simulações com Caiado e Zema, o presidente registra 43% das intenções de voto, contra 42% e 39%, respectivamente, também dentro do limite estatístico. Quando o nome de Ciro Gomes é incluído, o cenário se mantém indefinido: ambos aparecem com 43%.
No primeiro turno, Lula lidera. Sem Ciro na disputa, ele soma 40%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 34%. Quando o ex-ministro entra na corrida, o presidente cai para 38%, enquanto Flávio marca 33%. Os demais candidatos aparecem com índices bem menores.
Apesar da liderança em alguns cenários, Lula concentra o maior índice de rejeição entre os eleitores: 44% afirmam que não votariam nele. Flávio Bolsonaro vem logo atrás, com 41%. Os demais nomes têm rejeição significativamente mais baixa.
A pesquisa também indica desgaste na avaliação do governo. Segundo o levantamento, 52% desaprovam a gestão atual, enquanto 42% aprovam. Na percepção econômica, 40% dos entrevistados acreditam que a situação piorou em relação ao governo anterior, enquanto 31% dizem que houve melhora.
O estudo ouviu 2 mil pessoas em todo o país entre os dias 2 e 4 de maio, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Além da disputa eleitoral, o levantamento mediu a opinião pública sobre temas relevantes. A redução da jornada de trabalho 6×1 tem apoio de 71%, enquanto a proibição de propagandas de apostas online é defendida por 63%. Já a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil é aprovada por 69% dos entrevistados.
Entre as propostas com maior aceitação, a redução da maioridade penal para 16 anos aparece com 90% de apoio.


