
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou o novo programa de renegociação de dívidas lançado pelo governo federal, conhecido como Desenrola 2.0, anunciado nesta segunda-feira (4) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em declaração que deve ser divulgada nas redes sociais, o parlamentar classificou a iniciativa como uma medida paliativa, afirmando que o programa não resolve as causas estruturais do alto endividamento da população brasileira.
Críticas à condução econômica
Segundo Flávio Bolsonaro, o principal fator por trás do aumento das dívidas seria o que ele chama de descontrole fiscal do governo federal, que, na sua avaliação, impacta diretamente no custo do crédito e dificulta a redução das taxas de juros.
O senador utilizou uma metáfora para ilustrar sua crítica, afirmando que o governo tenta “combater um incêndio com um copo d’água”, ao adotar medidas que, segundo ele, teriam efeito limitado diante do problema.
Questionamentos sobre uso do FGTS
Outro ponto criticado foi a possibilidade de utilização de até 20% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o pagamento de dívidas. Para o parlamentar, a medida tem caráter eleitoreiro e não representa uma solução sustentável para a situação financeira das famílias.
A nova versão do programa permite a renegociação de dívidas de até R$ 15 mil por pessoa, com descontos que podem variar entre 30% e 90% sobre o valor original.
Entre as modalidades incluídas estão débitos de cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal não consignado e financiamento estudantil (Fies). As taxas de juros podem chegar a até 1,99% ao mês.
O programa surge em um contexto de elevado endividamento das famílias brasileiras, em meio a um cenário de juros ainda altos, e tem como objetivo reduzir o comprometimento da renda com dívidas.
As críticas de Flávio Bolsonaro refletem o embate político em torno das medidas econômicas adotadas pelo governo. Enquanto a gestão federal defende o programa como forma de aliviar o orçamento das famílias, opositores questionam sua eficácia no longo prazo.


